AS AVENTURAS DE TINTIM 2

Tudo o que sabemos sobre a possível sequência de Tintim

TPT ENTREVISTA ISAAC BARDAVID

Confira o bate-papo com o saudoso dublador do Capitão Haddock

TPT ENTREVISTA O PRIMEIRO TINTIM DO CINEMA

Jean-Pierre Talbot falou tudo sobre os dois filmes de Tintim com atores reais

TPT ENTREVISTA O DUBLADOR DE TINTIM

Oberdan Jr conversou com o blog em vídeo de duas partes. Confira!

Mostrando postagens com marcador Especial Sovietes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial Sovietes. Mostrar todas as postagens

29 julho, 2010

Carros de Tintim: No País dos Sovietes


No que se refere a cenários e objetos do mundo real, os desenhos de Hergé foram sempre bastante fiéis à realidade - e com os carros não é diferente. No site Tintin's Cars é possível conferir uma relação com todos eles, mas a partir de hoje será publicado aqui a sequência de veículos presentes em cada álbum de Tintim, contando também algumas curiosidades sobre as marcas.

Para começar, vamos partir do início! No primeiro álbum de Tintim, "No País dos Sovietes", ainda em preto-e-branco, vemos o repórter conduzindo dois modelos diferentes. Conheça-os abaixo:

Este modelo, que aparece na página 50 do álbum, é o Mercedes Torpedo, de 1925. Chama atenção no desenho de Hergé os detalhes do carro, muito fiel ao original. Até a estrela de três pontas, marca registrada da marca, está ali. A Mercedes-Benz, fundada na Alemanha em 1924, é uma das fabricantes de meios de transporte (incluindo caminhões, ônibus e até aviões) mais famosas do mundo, e seus produtos constantemente são vistos em filmes e histórias em quadrinhos. Hergé pode ser considerado um precursor desta prática.

Tintim aparece pilotando dois modelos da Amilcar: possivelmente o CC (página 176) e o C6 (página 97). Ambos foram lançados pela empresa francesa Socièté des Cyclecars Amilcar, numa época em que ter carro era para poucos, devido ao elevado número de impostos. Assim surgiram os cyclecars, veículos de 3 ou 4 rodas com capacidade máxima de 2 passageiros (incluindo o condutor). Com taxas muito mais favoráveis ao grande público, essas versões esportivas foram apelidadas de "os Bugatti dos pobres". A Amilcar fez grande sucesso durante décadas, até chegar ao fim, no decorrer da 2ª Guerra Mundial.

:: Esta não foi a última vez que o jovem repórter apareceu dirigindo estes modelos. Aguarde as próximas postagens e descubra mais carros de Tintim...
Compartilhe:

10 janeiro, 2010

Tintim no País dos Sovietes

As Aventuras de Tintim, Repórter do Le Petit Vingtième, No País dos Sovietes é o título da aventura que deu origem a um dos personagens mais queridos da história dos quadrinhos. Escrita e desenhada pelo belga Hergé, a história foi originalmente publicada entre 10 de janeiro de 1929 e 8 de Maio de 1930, no suplemento infanto-juvenil Le Petit Vingtième. Nesta primeira aventura, Tintim, já ao lado do inseparável Milu, é apresentado como um jovem e corajoso repórter em viagem à Rússia comunista.

Vale conferir: Especial Tintim no Congo

Sinopse

Tintim, um repórter do Le Petit Vingtième, e seu cachorro Milu, são enviados em missão para a União Soviética. Partindo de Bruxelas, seu trem explode a caminho de Moscou por um agente secreto da polícia soviética, a OGPU. Ele sobrevive, mas é acusado pelas autoridades de Berlim pelo "acidente".

Preso e levado para uma câmara de tortura, Tintim consegue escapar e roubar um carro, passando por várias aventuras até finalmente chegar a Moscou. Entre outros absurdos, Tintim observa uma eleição onde as pessoas são obrigadas a votar no partido comunista, descobre que as fábricas supostamente produtivas são apenas uma farsa dos sovietes, e que as autoridades do país maltratam crianças famintas.

Preso por ajudar as vítimas da ditadura, ele consegue escapar mais uma vez e se depara com as riquezas que Stalin, Lenin e Trotsky roubam do povo soviético (incluindo trigo, vodka e caviar). Na tentativa de fugir da Rússia e denunciar aquelas barbaridades, Tintim enfrenta por uma última vez os agentes da OGPU. Finalmente retornando à Bélgica, o destemido repórter é recebido com grande pompa pelo público, que o aguarda na Grand Place de Bruxelas.

Histórico

Em 1928, Hergé, então editor-chefe do Petit Vingtième, já pensava em criar um novo personagem de quadrinhos. A oportunidade surgiu quando Norbert Wallez, diretor do jornal, lhe encomendou uma história que envolvesse um adolescente e um cachorro. Wallez, um padre de ideologia direitista, queria um personagem que pudesse mostrar aos jovens belgas a situação da URSS e denunciar os males do comunismo. Hergé idealizou um repórter que viajaria para fazer suas matérias, e decidiu: "Para sua primeira viagem, a coisa que me pareceu mais importante na época era o país cujos ecos terríveis e muitas vezes contraditórios chegavam até nós, que era a Rússia soviética".

Nos primeiros dias de janeiro de 1929, o Vingtième Siècle publicou a ilustração de um jovem muito parecido com o já conhecido Totor, vestindo calças de golfe quadriculadas e acompanhado por um fox-terrier. No fundo, a silhueta de uma construção russa, e na legenda, a seguinte mensagem: “Acompanhem, a partir da próxima quinta-feira, as extraordinárias aventuras de Tintim, o repórter, e do seu cachorro, Milu, no País dos Sovietes”.

Poucos dias depois, em 10 de janeiro de 1929, começou a ser publicada a primeira de muitas aventuras do repórter Tintim e seu fiel cãozinho Milu. A cada semana o jornal publicava duas páginas, gerando uma história de 69 episódios.

A HQ fez tanto sucessos entre jovens e adultos da Bélgica que, para marcar sua conclusão, em 8 de Maio de 1930, o Petit Vingtième preparou um grande evento.

O jornal contratou Lucien Pepermans, um escoteiro de 15 anos, para representar a chegada do repórter a Bruxelas, e convidou os leitores por meio de um anúncio a comparecerem na Gare du Nord, às 16 horas.

A "chegada" de Tintim contou com uma grande multidão de fãs, além da presença de Hergé, que se reuniram no local anunciado para receber o herói que havia mostrado toda a “verdade” sobre o “milagre soviético”. A cena foi incluída no álbum, lançado naquele mesmo ano.

Propaganda Anticomunista

Os soviéticos tentavam passar para o mundo fora da Rússia uma imagem de potência em constante crescimento econômico - e de fato o era, segundo historiadores. Desmentir este fato se tornou um alvo particular de Hergé. Mas, como o desenhista nunca teve a oportunidade de visitar o país - e àquela altura não havia nenhuma possibilidade de fazer isso -, ele teve de se basear em informações de terceiros. Segundo Benoît Peeters, a única referência utilizada por Hergé foi o livro Moscou sans voiles (1928, Moscou sem véu, em livre tradução) de Joseph Douillet, ex-cônsul belga que viveu e trabalhou durante nove anos na Rússia soviética.


No livro, Douillet ataca duramente o comunismo e o governo soviético, e esse mesmo espírito crítico acaba ficando evidente no álbum. Sem outras fontes à disposição, Hergé chegou a reproduzir passagens inteiras do livro, como a cena das "eleições democráticas", onde os habitantes de uma aldeia são coagidos pelos soldados armados a votar no partido comunista.


Dica: para saber mais sobre a propaganda anticomunista no primeiro álbum de Tintim, leia o artigo "Pardieiro infecto": a representação da Rússia em Tintim no País dos Sovietes, clicando aqui.

Estilo

As primeiras imagens mostram um Tintim diferente do que estamos acostumados hoje - na primeira página, por exemplo, o repórter não tem nem mesmo seu famoso topete. Contudo, o design do personagem é refinado durante a aventura, bem como sua personalidade. O texto de Hergé também é bastante primário, carecendo de fontes precisas e detalhes mais realísticos - que se tornariam comuns em sus obras posteriores. Ele mesmo afirmou, mais tarde, que havia sido muito ingênuo nessa história.

Por causa do tipo de publicação (duas páginas por semana), a história é basicamente uma série mini-aventuras, intercaladas com as denúncias do totalitarismo soviético. Ao final de cada página, Tintim está sempre em perigo, a fim de manter o suspense para a próxima. A cada semana, portanto, o trabalho de Hergé consistia em livrar Tintim do perigo anterior e iventar um novo.

Publicação

Tintim no País dos Sovietes foi publicado pela primeira vez como álbum em 1930. Apesar do sucesso, a insatisfação de Hergé com os detalhes negativos da obra o levou a retirá-la de circulação na década de 1930. Nos anos 1950, o autor continuava sem nenhum interesse na re-publicação do álbum, mas a editora Casterman o pressionou a autorizar novas reedições, para fazer frente às edições piratas que estavam surgindo. Só depois de muitos anos após a morte do autor, o álbum voltou a ser publicado orgulhosamente como o número um da coleção de Tintim.

Em 1973, foi lançada, como parte de Les Archives d'Hergé, uma edição fac-símile, que imediatamente se tornou um best-seller (100.000 exemplares vendidos só naquele ano). Já em 1999, no 70º aniversário da obra, a Casterman, com autorização da Fundação Hergé, publicou o álbum em preto e branco. Dessa forma, mesmo contra a vontade do já falecido Hergé, No País dos Sovietes entrou de vez no cânon oficial de Tintim.

Curiosidades

.: Tintim no País dos Sovietes foi o único álbum de Hergé (excluindo Tintim e a Alfa-Arte) que não ganhou uma nova versão, em cores.

.: Neste álbum Tintim aparece pela primeira e única vez escrevendo um artigo de jornal. Veja a cena aqui.

.: Este é o primeiro dos três únicos álbuns onde Tintim aparece bêbado - os outros são O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Ídolo Roubado.

.: Vários personagens, em sua maioria anônimos, participam da história. Mas, além de Tintim e Milu, nenhum outro aparece nos demais álbuns do personagem.

.: Entre os poucos personagens secundários que têm seus nomes citados, estão:
.:: Dimitrieff Solowztenxopztzki: Junto com um colega, ele tenta afundar o barco de Tintim, na página 53;

.:: Lulitzosoff: É o homem que captura Tintim na página 93;

.:: Rodrobertine: Apenas o nome é citado, mas sabe-se que é um aviador, visto que Tintim é confundido com ele quando está disfarçado de piloto.
.: O álbum até hoje não foi publicado na Rússia, devido ao conteúdo considerado “anticomunista”. Por este mesmo motivo, 'No País dos Sovietes' também nunca chegou às mãos dos leitores chineses.

.: O êxito desta primeira aventura fará com que Tintim vá depois ao Congo, mas essa já é uma outra história...

Contém informações dos sites Wikipedia, Publico e Tintinology.

Veja também outros especiais:
Tintim na América
Os Charutos do Faraó
Compartilhe:

04 janeiro, 2010

TINTIM: 81 ANOS DE AVENTURAS

No dia 4 de janeiro de 1929, a imagem acima apareceu numa das páginas de um jornal belga, o suplemento infantil Le Petit Vingtième. Este era o anúncio de uma saga que se iniciaria seis dias depois: As Aventuras de Tintim e Milu. Nos próximos posts, fique sabendo como tudo realmente começou:

Compartilhe:

Translate

Veja também

Veja também
Site oficial de Tintim

Arquivo TPT