AS AVENTURAS DE TINTIM 2

Tudo o que sabemos sobre a possível sequência de Tintim

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TPT ENTREVISTA O DUBLADOR DE TINTIM

Oberdan Jr conversou com o blog em vídeo de duas partes. Confira!

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19 outubro, 2020

Tintim na América: edição inédita em cores ganha nova capa


A Moulinsart anunciou o lançamento de mais uma edição colorida de um álbum publicado em preto-e-branco por Hergé. Depois de Tintim no País dos Sovietes e Tintim no Congo, vem aí a versão em cores de "Tintim na América".

Mas Tintim na América não já foi publicado colorido? Já sim, porém aqui estamos falando da versão original do álbum, publicada semanalmente entre 1931 e 1932 no Le Petit Vingtième e logo depois republicada em álbum, em 1932. No Brasil, tivemos acesso a esta versão em uma edição caprichada lançada pela Globo Livros em 2018 (clique e saiba mais).

Atualização: Além de uma versão digital (7,99 euros) disponível para Android e iOS através do aplicativo oficial The Adventures of Tintin, a Moulinsart revelou que a partir do dia 1º de novembro o novo álbum ganhará também uma edição impressa, com capa dura e 124 páginas de quadrinhos. A versão em papel custará 17,99 euros (só a nível de comparação, o preço de um álbum da coleção regular gira em torno de 11 euros).

Especial Tintim na Améria: tudo sobre o episódio

O site oficial de Tintim anunciou uma série de novidades para marcar o lançamento. Uma delas é a revelação da nova capa, que retrata Tintim em uma das cenas de ação da aventura. Confira:

No álbum, Tintim e Milu viajam aos EUA para fazer uma reportagem em Chicago, mas acabam na mira dos crime organizado, liderado pelo gangster Al Capone. A perseguição leva Tintim a cruzar o território norte-americano, passando pelo Velho Oeste, onde encontra os "pele-vermelha" e os cowboys num tempo de Lei Seca, em uma trama que envolve a exploração do petróleo nas terras nativas.

Recentemente, o site oficial de Tintim divulgou um teaser com referência à aventura de Tintim nos Estados Unidos da América, levantando suspeitas sobre o lançamento desta nova edição. Agora, a página confirma o relançamento da obra remasterizada e colorida a partir do original em versão kodachrome


Atualização: o site oficial da Moulinsart divulgou a prévia de quatro capas colorizadas. O estilo mantém as cores vivas sobre fundos com tom pastel dos dois primeiros álbuns. Clique para ampliá-las.

Veja também os especiais:
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30 abril, 2020

Vai começar a ler Tintim? Entenda a melhor sequência a seguir

Você conhece e admira As Aventuras de Tintim, mas nunca leu uma de suas histórias em quadrinhos? Você não é o único. Uma multidão de fãs conheceu Tintim, Milu e companhia através da série da Nelvana - transmitida no Brasil desse o início dos anos 1990 pela TV Cultura - ou do filme de Spielberg. Boa parte desses mal sabia que o desenho animado fora inspirado em uma série de quadrinhos iniciada no final dos anos 1920. Mas, depois de descobrir que existem 24 álbuns (como são chamados os volumes publicados por Hergé), surge uma dúvida: por onde começar?

Antes de qualquer coisa, um ponto de atenção é que "As Aventuras de Tintim" não segue obrigatoriamente uma cronologia. Mas, não é uma má ideia seguir a ordem de publicação dos álbuns; pelo contrário, isso te ajuda até a enxergar a evolução de Hergé ao longo dos anos. Caso você não se importe com a cronologia, a série de recomendações a seguir pode ser útil (vale lembrar que não são regras, apenas sugestões baseadas em minha opinião e experiência como leitor).

Por onde começar?

Minha primeira dica é: para quem nunca leu Tintim, recomendo que, pelo menos de início, fique longe dos dois primeiros álbuns - o que explico mais adiante.

Então vamos lá: qual deve ser o primeiro álbum para quem nunca leu os quadrinhos de Tintim? Eu comecei por "Os Charutos do Faraó", e recomendo. Trata-se de uma excelente aventura "solo" de Tintim e Milu (sim, eles começaram sem o Capitão Haddock), que faz ligação com "O Lótus Azul", primeira obra a imprimir a maturidade e profissionalismo que o jovem autor alcançaria. A história mostra o encontro de Tintim com Rastapopoulos, que se revelará um de seus maiores rivais, liderando uma organização criminosa ao lado do inescrupuloso japonês Mitsuhirato. Espionagem, ação e comédia - os detetives Dupond e Dupont fazem sua estreia aqui - são os ingredientes principais dessa aventura dupla, que tem como cenário países do Oriente Médio e uma China em tempos de guerra.

Outro álbum que pode tranquilamente ser sua primeira escolha é "O Caranguejo das Pinças de Ouro" (pra mim sempre será "Tenazes"). Tintim, como personagem, não tem introdução em nenhuma de suas aventuras; ele está lá e pronto, a história começa. Mas, com o Capitão Haddock é um pouco diferente, e aqui ele é apresentado ao leitor e ao repórter. A história é uma das mais conhecidas, tem muito humor e ação, fez parte da adaptação para o cinema e, vá por mim, merece ser lida antes de outros álbuns em que o velho marujo aparece.


As aventuras "solo"

Caso você não faça questão de partir direto para uma história de Tintim com seus velhos amigos, a dica é continuar com as aventuras do repórter e ao lado de seu cãozinho Milu. Assim, não tem problema seguir a sequência "Tintim na América" (de preferência depois de ter lido Tintim no Congo", porque há uma certa ligação entre os acontecimentos),  "O Ídolo Roubado""A Ilha Negra" e "O Cetro de Ottokar". Todos reúnem momentos icônicos da saga do repórter, mas, se tiver que escolher, sugiro os dois últimos, que são considerados os favoritos de muitos tintinófilos. Tanto 'O Ídolo' como 'O Cetro' apresentam personagens e cenários que terão importância nos álbuns mais à frente, mais particularmente em "Tintim e os Pícaros" e "O Caso Girassol", respectivamente. De repente, estas podem ser suas próximas escolhas.

Os álbuns duplos 

A seguir, você pode partir para os álbuns muitas vezes listados, se não entre os melhores, entre os mais conhecidos: os dípticos "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível" - que mostram o  surgimento do hilário Professor Girassol e a busca pelo navio do ancestral do Capitão - e "As 7 Bolas de Cristal" e "O Templo do Sol" - arco mais místico da série, por assim dizer, que leva Tintim e seus amigos ao encontro de uma civilização Inca perdida no Peru. Os dois últimos, inclusive, são os mais cotados para uma possível (e aparentemente improvável) sequência do filme de 2011, e estão, não tenha dúvida, entre as aventuras mais empolgantes da série.

Ainda falando sobre aventuras duplas, um arco obrigatório para quem quer ler Tintim é a aventura lunar. Em "Rumo à Lua" e "Explorando a Lua", Hergé conseguiu envolver espionagem com muito humor, ficção científica e até uma pitada de drama. Mas eu não colocaria os dois entre os primeiros, pois são roteiros com teor mais científico, com algumas explicações longas, que podem parecer cansativas para o leitor iniciante. Leia depois de uns três ou quatro álbuns, pelo menos. Não vai se arrepender.

Por toda a Terra...

Mais adiante, eu sugiro a leitura dos demais títulos de Tintim, que se passam em diferentes pontos do globo. Aí entram "Perdidos no Mar" (uma aventura no Mar Vermelho), "Tintim e os Tímpanos" (um retorno à América do Sul), "A Estrela Misteriosa" (uma expedição ao Ártico) e "Voo 714 para Sydney" (uma viagem à Oceania) que transitam por temas como política, tráfico de escravos, astronomia e ficção científica (mas não estão entre os meus favoritos). Em "Tintim no País do Ouro Negro", voltamos a encontrar personagens conhecidos como Abdallah e o Dr. Müller em uma jornada pelo Oriente Médio  e a fictícia Khemed. Já no excelente "O Caso Girassol" voltamos ao gênero espionagem, no mesmo cenário do brilhante "O Cetro de Ottokar" (Bordúria e Sildávia) agora num intrigante clima de Guerra Fria. Indo na contramão, o simpático "As Jóias da Castafiore" (em que os personagens não saem de Moulinsart) revela que nem sempre é um preciso ir muito longe para viver uma grande história.


Os mais polêmicos 

Finalmente, voltamos aos primeiros álbuns. "Tintim no País dos Sovietes" e "Tintim no Congo" são as criações mais, digamos, primitivas de Hergé. A primeira está em seu estado bruto, com os traços ainda pouco profissionais do artista. Na época, Hergé publicava duas páginas por semana e tinha que prender a atenção do leitor para que ele voltasse a acompanhar a história na semana seguinte, o que dá um tom excessivamente frenético à narrativa. Assim, mina sugestão é que deixe para o final, muito mais para conhecer os primeiros passos do autor. No caso da aventura na África, apesar de ter uma arte mais elaborada (foi redesenhado e colorido anos depois de sua publicação original), também é melhor deixar entre as últimas leituras, depois que você tiver compreendido bem o trabalho de Hergé. O próprio autor se mostrou arrependido de ter feito estes dois álbuns, que sempre foram rodeados por polêmicas. Ao lê-los, é importante levar em conta o contexto histórico e político da Bélgica dos anos 1920 e encará-los muito mais como documento histórico do que como entretenimento. Felizmente, Hergé mostrou uma evolução em seu posicionamento nas obras posteriores, o que não anula sua responsabilidade sobre o passado.

Pulando para o último da série, "Tintim e a Alfa-Arte" não é um álbum convencional. Não chegou a ser concluído por Hergé, porque infelizmente ele faleceu durante o processo de produção da história, então só estão disponíveis seus esboços e anotações. É importante adicioná-lo à sua leitura, não apenas para completar a lista, mas para conhecer melhor o processo de criação de uma aventura de Tintim. Talvez não tivéssemos acesso a um material desse tipo se o álbum fosse finalizado e publicado como os outros vinte e três. Então, aproveite.

A cereja do bolo

Para encerrar com chave de ouro, o álbum sugerido é "Tintim no Tibete" (embora alguns recomendem começar por ele, o que está longe de ser uma má ideia). Esta é a aventura mais emocional de Hergé. Ele a concebeu em um momento difícil de sua vida e, principalmente por este motivo, conseguiu imprimir uma sensibilidade ímpar à história. É um relato sobre a amizade; amizade entre Tintim e Tchang (que apareceu em "O Lótus Azul"), entre Haddock e Tintim e até entre Tchang e um improvável companheiro. E por que deixá-la para o final? Porque a HQ mostra um lado mais humano dos personagens, revela o ápice da evolução de Hergé como roteirista. O álbum deixa um gostinho de despedida, ou até logo, ao amigo que Tintim, depois de tantas aventuras juntos, já se tornou para você.
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20 dezembro, 2018

Versão original de Tintim no Congo ganha reedição inédita em cores

Como parte das comemorações dos 90 anos de Tintim, em 2019, a Moulinsart anunciou o lançamento da versão colorizada de uma das obras mais polêmicas de Hergé: Tintim no Congo.



A reedição do álbum será lançada apenas em formato digital e estará disponível a partir de 10 de janeiro de 2019, data do aniversário do personagem, somente no aplicativo Tintin, disponível na App Store (iOS) e na Play Store (Android).

É a primeira vez que a versão original da obra 1931 será publicada em cores. O álbum que estamos acostumados a ver em cores nas livrarias é uma edição totalmente revisada por Hergé em 1946. A história em preto-e-branco é ainda mais politicamente incorreta, trazendo cenas que mais tarde foram excluídas pelo próprio Hergé da versão "corrigida". No Brasil, o fac-símile do Tintim no Congo original foi publicado em 2016 pela Globo Livros.

Diferentemente da versão em cores de "Tintim no País dos Sovietes", que foi publicada pela Casterman no formato original, a reedição da aventura de Tintim na colônia belga na África será lançada diretamente pela Éditions Moulinsart.

De acordo com o site oficial, este será apenas um dos diversos eventos, lançamentos e surpresa que estão sendo preparados para comemorar os 90 anos da obra de Hergé.


Sobre o app Tintin: com publicações disponíveis em idioma como inglês, francês e espanhol, a proposta do aplicativo é oferecer todos os álbuns de Tintim. Nas versões em francês e neerlandês também estão disponíveis as obras estreladas por Quick e Flupke e Jo, Zette e Jocko. Ainda não há versão em língua portuguesa.
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15 dezembro, 2018

Novos álbuns de Tintim chegam ao Brasil pela Globo Livros

Dois anos depois de trazer para o Brasil as reproduções das primeiras aventuras de Tintim em preto-e-branco, a Globo Livros Graphics lança no país três novos volumes da série de fac-símiles dos álbuns de Hergé: A Orelha Lascada, O Lótus Azul e A Ilha Negra.

Assim como nos lançamentos anteriores, os volumes terão o mesmo formato publicado originalmente pela Casterman, com direito a capa dura e lombada em tecido. Preço sugerido: R$ 59,90. A data de lançamento nas livrarias ainda não foi divulgada.

Confira a seguir as capas e sinopses de cada título.


O Lótus Azul: (135 páginas) Após presenciar uma tentativa de envenenamento de um visitante misterioso, Tintim viaja à China para investigar a origem do atentado. O jovem repórter de espírito aventureiro se envolve numa trama de contrabandistas de ópio, policiais ingleses e uma seita secreta que colocará sua vida em risco. Este álbum, publicado originalmente em 1934 para o suplemento juvenil Le Petit Vingtième, conta a sequência dos eventos narrados em Os charutos do Faraó, e traz a visão de Hergé sobre a cultura oriental durante a guerra que envolveu China e Japão no início do século XX. Este álbum, em edição fac-similar e capa-dura, pode ser lido como sua história mais engajada, e para alguns, até mesmo como sua obra-prima. 


A Orelha Lascada: (140 páginas) Publicado pela primeira vez no suplemento juvenil belga Le Petit Vingtième, em 1937, e aqui em edição fac-similar em capa-dura, esta aventura do repórter Tintim e seu cão Milu mostra a perseguição aos ladrões de um ídolo roubado em um museu na América do Sul. Ao tomar conhecimento do roubo, Tintim segue as pistas em busca de um furo jornalístico. Ele empreende uma perseguição a contrabandistas que manifestam interesse no artefato e, após sucessivas tentativas de assassinato, vai parar no meio da tribo dos Arumbaias. Fazendo alusões aos acontecimentos de seu tempo, Hergé situa seu personagem num cenário de jogos de poder entre generais, comandantes e contrabandistas de um país em plena revolução.


A Ilha Negra: (136 páginas) Nesta aventura de Tintim e seu fiel cão Milu, publicada pela primeira vez em 1937 no suplemento juvenil do jornal Le Vingtième Siècle, o célebre jornalista belga viaja para a Inglaterra em busca de uma gangue de falsificadores de dinheiro. Sem perceber que sua vida corre risco, Tintim decifra bilhetes codificados, salta sobre trens em movimento e viaja a uma ilha misteriosa para descobrir o grande segredo que ela guarda – e o motivo pelo qual ninguém tem coragem de explorá-la. A história recebeu diferentes versões durante a vida de seu criador, mas é nesta edição fac-similar que o leitor poderá conferir a representação da Inglaterra e dos ingleses no início do século XX que Hergé criou. 

A coleção de fac-símiles das edições originais de Tintim chegou ao país  em 2016, com o lançamento de "Tintim na América", "Tintim no Congo" e "Os Charutos do Faraó". Antes disso, Globo Livros já tinha lançado no Brasil as tirinhas completas de Quick e Flupke em dois volumes.


Curiosidade: é a primeira vez que o álbum "Le Oreille Cassée" é traduzido para o português como "A Orelha Lascada". No Brasil, a obra é conhecida como "O Ídolo Roubado", tanto nos álbuns como na série de televisão. Uma tradução mais fiel seria "A Orelha Quebrada", título que é utilizado na edição portuguesa (em versões estrangeiras a tradução também segue uma linha mais literal). O tradutor da coleção, Érico Assis, explicou que a escolha do novo título tem relação com o fato de o ídolo ter perdido uma lasca de madeira de sua orelha. A decisão gerou controvérsias entre os fãs.
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17 outubro, 2016

Divulgada a capa da versão colorida de "Tintim no País dos Sovietes"

O primeiro álbum de Tintim, "Tintim no País dos Sovietes", vai ganhar uma versão colorida. Isso você já ficou sabendo aqui. Mas, agora, a Casterman revela a capa oficial da edição inédita da aventura de estreia do repórter e seu fiel Milu. Com lançamento marcado para 11 de janeiro de 2017, um dia depois do aniversário de 88 anos de Tintim e meses antes do centenário da Revolução Russa, a edição terá tiragem limitada e numerada.


O álbum será revelado ao público durante a Feira do Livro de Frankfurt, que começa no dia 19 de outubro. Segundo o comunicado oficial da Casterman e Moulinsart, "os editores escolheram uma imagem particularmente representativa da ação desta primeira aventura de Tintim. ... Esse desenho dinâmico prefigura, pelo seu movimento e estilização, o tom que o autor daria mais tarde às aventuras de Tintim".

Considerado pelo próprio criador como um dos erros de sua juventude, "No País dos Sovietes" foi o único álbum que Hergé jamais publicou em cores. Para não dizer que esta é uma iniciativa totalmente inédita, uma única edição do Le Petit Vingtième trouxe duas páginas coloridas pelo autor. Confira:


O tom da capa divulgada confirma a declaração de Benoît Mouchart, diretor editorial da Casterman, quando disse que "uma página de teste foi mesmo realizada, com cores mais sépias". A imagem está dividindo opiniões entre os fãs, mas os editores garantem que "esta nova versão faz justiça à legibilidade da narrativa dos desenhos de Hergé".

Curiosidade: A imagem de capa retrata a primeira cena em que Tintim aparece de topete.
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13 setembro, 2016

Globo Livros lança fac-símiles de Tintim no Brasil

A Globo Livros acaba de lançar, pela primeira vez no Brasil, uma coleção de fac-símiles dos álbuns de Tintim. O selo Graphics, que já trouxe ao Brasil os dois volumes integrais de Quick e Flupke, publica a série com o título As Aventuras de Tintim, o Repórter, tal como era feito pela Casterman nos primeiros anos de vida de Tintim.

Tintim no Congo, Tintim na América e Os Charutos do Faraó são os primeiros títulos a ganhar o formato especial no país, reproduzindo suas edições originais da década de 1930, em preto-e-branco e capa dura. Confira a sinopse de cada álbum:


Em Tintim no Congo [120 páginas], o jornalista e seu cão Milu desembarcam no antigo Congo Belga, na África, para realizar uma série de reportagens. Além de enfrentarem os perigos da selva, os dois encaram um perigoso bandido que está tentando expandir seus negócios de diamantes na região. Esta é uma edição fac-similar da série As aventuras de Tintim, lançada pela primeira vez em 1931.


Em Tintim na América [140 páginas], a dupla desembarca em Chicago para deter os homens de Al Capone. Após descobrir o paradeiro dos bandidos, Tintim e Milu vão parar em uma tribo de peles-vermelhas, e o encontro com os nativos americanos não será nada amigável. Esta é uma edição fac-similar da série As aventuras de Tintim, lançada pela primeira vez em 1932.


Em Os Charutos do Faraó [140 páginas], Tintim e Milu vão em busca da tumba perdida do faraó Kih-Oskh. Logo após a descoberta, percebem que ela na verdade é uma fachada para uma sociedade secreta de traficantes internacionais que escondem misteriosos charutos em sua base. Para mandá-los para trás das grades, Tintim e seu companheiro precisarão de uma boa dose de coragem e sorte. Esta é uma edição fac-similar da série As aventuras de Tintim, lançada pela primeira vez em 1934.

Com tradução de Erico Assis, os álbuns já estão à venda, por R$ 59,90 cada. Ainda não há informação sobre o lançamento de "No País dos Sovietes", primeiro volume da série, mas o TPT noticiou recentemente que o álbum será relançado em cores no ano que vem. Será que a nova versão também chegará por aqui?

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11 setembro, 2016

"O Caso Girassol" ganha edição especial de 60 anos

Em 2016, o décimo oitavo álbum de Tintim, "O Caso Girassol", completa 60 anos desde sua primeira publicação. Lançada originalmente na revista Tintin a partir de 1956 com o título "L'Affaire Tournesol", a aventura ganhará uma edição especial de aniversário no dia 2 de novembro. Confira a seguir a foto da capa e mais detalhes sobre a edição de luxo.

Na história, o Prof. Girassol desenvolve uma máquina de ultra-som que destrói objetos de vidro. Se cair nas mãos erradas, a invenção pode ser usada como uma perigosa arma de guerra. Durante uma viagem à Suiça para encontrar outro estudioso, o professor é perseguido por agentes secretos, que querem obter os planos do poderoso invento. Tintim e o Capitão Haddock entram em cena, temendo que seu amigo esteja em perigo. Mas, a essa altura, ele já está nas mãos da Bordúria...


"O Caso Girassol" se passa em clima de Guerra Fria, retratando a oposição entre os blocos comunista e capitalista. É considerado uma obra-prima técnica de Hergé, que viajou à Suíça para registrar dezenas de referências que mais tarde viriam a se tornar retratos praticamente perfeitos de locações reais. Cenários como a casa do professor Topolino, em Nyon, e o hotel Cornavin, em Genebra, hoje são parada obrigatória para os tintinófilos de passagem pela Suíça.

Sobre a Edição Especial

Com tiragem numerada e limitada a 7.777 exemplares, a edição de aniversário de "O Caso Girassol" já está em pré-venda pela Amazon francesa, custando 49 euros. Não há informação sobre o lançamento em outros idiomas.

A edição de luxo terá uma sobrecapa em acrílico vazado, reproduzindo o formato da janela quebrada que ilustra a capa tradicional. Esta foi uma ideia do próprio Hergé, que propôs ao editor (em uma carta de 11 de janeiro de 1956) que a capa fosse coberta por um plástico transparente em alto relevo, dando a ilusão de vidro quebrado. Infelizmente, o projeto não foi aprovado. Felizmente, para alguns, a ideia vai finalmente sair do papel, 60 anos depois.


Fonte: tt.info, via Patrice G. & Le Cercle Archibald.
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06 setembro, 2016

Tintim no País dos Sovietes ganhará versão colorida em 2017

ATUALIZAÇÃO 17/10/2016: Divulgada a arte de capa da nova versão do álbum. Veja mais abaixo.

O aniversário de 88 anos de Tintim promete. "Tintim no País dos Sovietes", a primeira aventura do repórter, deve chegar às livrarias de uma forma bem diferente: em cores. O álbum, publicado originalmente em preto-e-branco nas páginas do Le Petit Vingtième, será relançado pela Casterman possivelmente em 11 de janeiro, no centenário da Revolução Russa.


As conversas sobre uma reedição colorizada do álbum começaram há bastante tempo. Em 2004, durante um debate com especialistas em banda desenhada, Nick Rodwell, administrador da Moulinsart, afirmou que "testes de coloração interessantes foram feitos", e citou como possibilidade um lançamento em e-book. Segundo ele, "colorir 'Sovietes' pode ser considerado uma evolução natural", mais de trinta anos após a morte de seu autor. Na mesma época, Benoît Mouchart, diretor da Casterman, confirmou que "este é um projeto oficial e tem o apoio da Moulinsart. Uma página de teste foi mesmo realizada, com cores mais sépias". Apesar de um pouco cético no início, Mouchart considerou o teste "um verdadeiro sucesso", mas não divulgou o cronograma de lançamento.
Arte de capa divulgada pelo perfil oficial da Moulinsart no Instagram. 17/10/2016.
Na Amazon francesa, a versão inédita foi disponibilizada recentemente para pré-venda, com data de lançamento marcada para 11 de janeiro de 2017, um dia após o aniversário de Tintim. Talvez para despistar, o título foi ocultado, mas as referências e o texto do link indicam que trata-se mesmo do aventura colorizada do repórter do Le Petit Vingtième na Rússia soviética. Com 140 páginas, a edição deve ser limitada, custando em torno de € 150,00. Além da edição numerada, uma monografia assinada por Philippe Goddin deve ser publicada pelas Éditions Moulinsart. Ainda não há confirmação da Casterman, nem previsão de lançamento em outros idiomas.

Versões piratas foram as primeiras a dar cores para o álbum "Tintim no País dos Sovietes".


"Tintim no País dos Sovietes", aventura de estreia de Tintim e Milu, foi publicado com grande sucesso a partir de 1929, nas páginas do suplemento infantil do Le Vingtième Siècle. A versão em álbum, similar à que conhecemos hoje, foi lançada pela Casterman em 1930. Rodeado de polêmicas, o álbum nunca foi colorido ou redesenhado por Hergé, que chegou a impedir sua reedição por décadas. No Brasil, o volume foi editado pela primeira em 2008, pela Companhia das Letras.

:: Em tempo: o álbum "O Caso Girassol" ganhará uma edição especial de aniversário em novembro.

Fontes: tt.info; Edition-Limitee.
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17 março, 2015

Agora "Tintim na América" é acusado de racismo

Depois da longa novela envolvendo "Tintim no Congo", outro álbum de Hergé se torna alvo de polêmica. Desta vez, é a terceira aventura do repórter belga, "Tintim na América", sofre acusações de racismo. Publicado em 1932, o álbum retrata a viagem de Tintim aos Estados Unidos, onde ele interage com cowboys e índios norte-americanos. É justamente o segundo grupo que tem sido visto como alvo de discriminação racial.


Moradores de Winnipeg solicitaram a uma livraria local a retirada do álbum das prateleiras, considerando pejorativa a visão dos povos nativos, que são chamados de "peles-vermelhas". A livraria Chapter's retirou temporariamente o título do alcance do público, antes de colocá-lo novamente à venda. Segundo o RTBF, eles explicaram que um livro é removido "se incitar à violência, se contém pedofilia ou instruções sobre a fabricação de armas".

"Eu acho que isso alimenta estereótipos", declarou Leslie Spillett. "Os índios são retratados como criaturas selvagens e perigosas, seres que devemos temer... E o pequeno Tintim está ali, indefeso", continuou a advogada, que fez da defesa dos índios americanos a luta de uma vida, ao Le Figaro.


Para Benoît Peeters, biógrafo de Hergé e estudioso de Tintim, esta "é uma acusação grotesca". O escritor pede que lembremos do contexto, e ressalta que Tintim também aparece a favor dos índios no álbum, quando luta contra os exploradores de petróleo. "Esse tipo de acusação me entristece", continua.

Quando questionado sobre o motivo da "perseguição" a Tintim, Peeters responde: "Porque ele é conhecido, e porque não deixa de ser editado e republicado. Porque Spielberg o adaptou ontem, e ele certamente será adaptado amanhã. É tão fácil procurar defeitos nos outros ... mas isso não resolve em nada o verdadeiro problema que é o racismo."

Quer saber mais sobre Tintim na América, o contexto histórico e as alterações que a censura norte-americana impuseram a Hergé? Clique aqui e confira o especial completo do TPT.
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24 março, 2014

Casterman publicará álbum inédito de Tintim

Em conversa com o jornal Le Parisien, Benoît Mouchart falou sobre os novos projetos envolvendo Tintim, incluindo um álbum inédito. Ex-diretor do Festival de Angoulême, Mouchart já ocupa há um ano a posição de diretor editorial na Casterman, distribuidora oficial da obra de Hergé, e desde o início de sua gestão tem como prioridade colocar ordem nas relações complicadas, como a que existia entre a editora e a Moulinsart até algum tempo atrás.


Com o bom relacionamento restabelecido, Casterman e Moulinsart lançaram em março o livro "La Malédiction de Rascar Capac - vol 1. - Le Mystère des Boules de Cristal". Com 136 páginas, a publicação é uma edição comentada e explicativa das 150 tiras da versão original de "As 7 Bolas de Cristal", publicadas pelo jornal belga Le Soir entre 1943 e 1944. O livro reúne esboços, imagens dos arquivos de Hergé e informações diversas sobre a criação da obra, incluindo a participação de Edgar P. Jacobs na produção do álbum. O segundo volume, sobre "O Templo do Sol", está programado para setembro de 2014.


Mas Benoît Mouchart já tem outros projetos em andamento. Falando de uma versão colorida de "Tintim no País dos Sovietes", Mouchart confirmou: "Este é um projeto oficial e tem o apoio da Moulinsart. Uma página de teste foi mesmo realizada, com cores mais sépias. Eu estava um pouco cético no início, mas percebi que foi um verdadeiro sucesso. Só que não temos cronograma de lançamento".

Quando questionado sobre a publicação de uma aventura completamente inédita, Mouchart respondeu: "Sim, é um inacabado que se chama "Tintin et le Thermozéro", que se situa entre "Tintim no Tibete" e "As Jóias da Castafiore". Há cinco ou seis versões do roteiro, um deles escrito por Greg. É uma história muito 'hitchcockiana'. Tintim é testemunha de um acidente de carro: um homem é atropelado. Ele coloca sua capa sobre o ferido, que acaba morrendo. Ele descobre um papel no bolso e que os homens querem recuperá-lo... Hergé finalmente desistiu da publicação, porque era muito próximo de álbuns como "O Caso Girassol". Existe um storyboard completo e oito páginas de rascunhos desenhados por Hergé. Estamos discutindo uma publicação, algo semelhante a como publicamos "Tintim e a Alfa-Arte" após sua morte. Mas, novamente, não há nenhuma data", conclui.
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25 fevereiro, 2014

Um novo álbum de Tintim em 2017?

Ocorreu na França em janeiro o 41º Festival de Angoulême, tradicional evento de quadrinhos que reúne clássicos e novidades da banda desenhada europeia e mundial. A edição deste ano contou com a presença de Nick Rodwell, administrador da Moulinsart S.A., que participou de um debate - assistido por mais de duzentos espectadores - sobre a possível nova aventura de Tintim.

Antes de chegar ao que foi dito na conversa, é bom lembrar que no mês de dezembro foi aberto um site para votação do público, cujo resultado já está disponível. A enquete perguntava se o público seria favorável a uma nova aventura, e 67% votaram que Não. Uma outra enquete ousou ao questionar se o público gostaria de ver uma nova personagem feminina no caso de um novo álbum - 75% foram contra a ideia.



O debate

Além de Nick Rodwell, estavam presentes no debate outros especialistas no assunto, como Numa Sadoul, autor do livro-entrevista "Tintin et Moi", Benoît Mouchart, diretor editorial de quadrinhos da Casterman,  e Benoît Peeters, biógrafo de Hergé. O desejo de ver um novo álbum de Tintim foi quase unânime entre as partes.

Numa Sadoul, que ouviu do próprio Hergé, em 1971, que ninguém mais poderia fazer Tintim, pois, ou melhor ou pior, "eles fariam diferente e, portanto, não seria Tintim", é a favor de uma aventura inédita. "Na época que Hergé disse isso (...) ele não estava preocupado com sua sucessão", explicou Sadoul. "Ele não disse 'não, Tintim não continuará depois de mim' (...) Então eu não sei se podemos usar esta citação para refutar ou afirmar que não pode haver eventuais continuações de Tintim".

Numa Sadoul e Nick Rodwell.

Para Benoît Peeters, 38 anos - período desde o lançamento do último álbum completo por Hergé, "Tintim e os Pícaros" - é tempo suficiente para impedir qualquer confusão entre a obra original de Hergé e a possível aventura realizada por novos autores. Peeters acredita que o novo autor não deveria tentar reproduzir a linha clara de Hergé, imitando seu estilo para fazer crer que é simplesmente um 25º álbum. "Seria uma uma farsa", afirmou.

Já Nick Rodwell explicou que o álbum não deve surgir em pouco tempo. "Nós poderíamos começar a projetar em 2048, para estar pronto em 2052 ou 2053, antes do fim do período de 70 anos de proteção de direitos autorais. Eu não vejo porque deveríamos publicar um antes, há uma lei que nos protege", defendeu o atual marido da viúva de Hergé, que também citou 2048 como possível ano de publicação da nova aventura.

Algumas possibilidades

Conforme citado em artigo do Le Soir, Nick Rodwell insinuou que poderia haver uma versão colorida de "No País dos Sovietes", afirmando que "testes de coloração interessantes foram feitos". "Hergé aceitaria isso? Não sabemos", confessou, fazendo em seguida uma comparação: "Estamos em uma situação parecida com a dos estúdios Disney após a morte de seu fundador. Durante dez anos, eles se perguntaram o que Walt teria pensado de seus projetos. Então eles decidiram fazer o que queriam fazer. Trinta anos se passaram desde a morte de Hergé. Colorir os Sovietes pode ser considerado uma evolução natural e que irá agradar à Casterman, editora de Tintim."

Fotos: ActuaBD

Benoît Peeters propôs a finalização de "Tintin et le Thermozéro", álbum inacabado com roteiro assinado por Greg. Hergé chegou a desenhar oito páginas da aventura, mas desistiu por se tratar de uma história muito similar a "O Caso Girassol", além de ter que ficar preso a um enredo desenvolvido por outra pessoa, coisa que nunca fez durante toda sua carreira. "Há várias edições do roteiro, incluindo um reformulado por Greg. Existem alguns textos muito engraçados. Hergé estava planejando fazer Tintim passar por Berlim em plena Guerra Fria. Este é um grande projeto", declarou Peeters.

Peeters  lembrou que seria impossível completar "Tintim e a Afa-Arte", pois o material deixado por Hergé é muito primário. "Não havia sequer storyboard completo", explicou o escritor.

Benoît Mouchart foi além, e sugeriu que André Juillard e Ted Benoit, que trabalharam no renascimento de "Blake et Mortimer", seriam candidatos adequados para ocupar o posto deixado por Hergé e continuar com as aventuras de Tintim.

Álbum digital

Apesar de não deixar claro se haverá um novo álbum, Rodwell comentou uma hipótese levantada sobre um possível lançamento em formato digital: "O contrato de Hergé com a Casterman é referente aos álbuns em papel, não digitais. Portanto, é bem possível ver um álbum no iPad antes de 2054. Mas, novamente, não estamos com pressa", concluiu.

Até o final do Festival, circulava um boato de que um novo álbum seria publicado em 2017, e muitos pareciam favoráveis à ideia. Mas, até aqui, nada do que foi dito deve ser considerado como oficial. Nick Rodwell deixou claro que tudo depende do desejo de sua esposa, Fanny Rodwell, que, como herdeira do espólio de Hergé, tem a palavra final em qualquer assunto relacionado a Tintim. O que fica claro é que, depois do êxito de séries como "Asterix" e "Blake e Mortimer" mesmo sem seus criadores, a Moulinsart abriu os olhos para a mina de ouro pouco explorada que tem no quintal.

O debate pode ser assistido na íntegra neste link.
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21 outubro, 2013

Moulinsart aprova novo álbum de Tintim

Isso mesmo, mas vamos ter que esperar "um pouco" até ver a obra nas livrarias...

Em entrevista aos periódicos franceses Le Soir e Le Monde, o diretor da Moulinsart S.A., Nick Rodwell (na foto abaixo, à esquerda), anunciou que um novo álbum de Tintim seria altamente provável um dia. Mas não se empolgue, porque o lançamento só deverá ocorrer em 2052. Sim, você leu direito: 2052.


Como assim? - deve estar se perguntando. Acontece que a obra de Hergé cai em domínio público no ano de 2053, 70 anos após a morte do artista. "Hergé não queria que outras histórias fossem criadas depois dele, mas vamos ter uma nova, um ano antes de a obra cair em domínio público, para proteger os direitos", disse Rodwell, atual marido da viúva de Hergé. Ele explicou que uma data tão distante prolonga os direitos pela obra, e impede que Tintim seja usado "de qualquer maneira" no domínio público.

Sem entrar em maiores detalhes sobre a possível nova aventura, Nick Rodwell afirmou que a missão dos herdeiros de Hergé é "proteger e promover" seu trabalho. "Temos 40 anos para pensar nisso", concluiu.

80 anos na Casterman

O anúncio ocorreu durante a apresentação da nova parceria entre a Moulinsart e a Casterman, agora dirigida por Charlotte Gallimard (na foto acima, à direita). As duas corporações europeias se reúnem para a realização de projetos conjuntos, com a intenção de "valorizar e preservar a memória e a atualidade da obra de Hergé". A partir de janeiro de 2014, marcando os 80 anos desde a primeira publicação de Tintim pela Casterman, a editora francesa lança uma série de trabalhos inéditos dedicados Tintim e Hergé, começando pelo livro "Secrets des Cigares du pharaon" (Segredos de Os Charutos do Faraó), sobre a evolução do desenho nas diferentes versões do álbum.

Clique na imagem para ver o especial do Tintim por Tintim sobre "Os Charutos do Faraó".

Ainda em janeiro, a editora se tornará "parceira oficial" do Museu Hergé, por meio de um patrocínio de 50 mil euros por ano, durante três anos.

Filmes e desenhos animados

Segundo o site La Libre, enquanto Rodwel pensa em um novo álbum em quadrinhos, Benoît Mouchart, diretor editorial da Casterman, considera a possível "imaginar um romance". Mouchart também aprecia a ideia de spin-offs, séries derivadas sobre personagens como o Capitão Haddock ou 'Joana, João e o macaco Simão' (Jo, Zette e Jocko), uma possibilidade recebida sem muita empolgação por Rodwell, mais favorável a "um filme ou um desenho animado".
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18 maio, 2013

Desejo: Coleção "Tintin Pop-Hop"

Depois de completar uma coleção, é impossível não começar uma busca por itens relacionados. É o que acontece quando você já tem todos os álbuns de Tintim, e passa a descobrir edições especiais (e difíceis de encontrar!). Minha descoberta mais recente foi a antiga coleção "Pop-Hop", uma série de livros da Hallmark que conta histórias com os mesmos títulos dos álbuns originais, só que em forma de romance. O diferencial da série são as belas ilustrações que ocupam várias páginas, indo além de desenhos para se tornar cenas "animadas". Confira algumas imagens (encontradas na internet) e diga se não é irresistível...


A ideia da série partiu do então diretor da editora americana Hallmark, Waldo Hunt, conhecido como o "rei dos Pop-Ups". Depois de ver os primeiros desenhos de Hergé, em 1969, ele sinalizou para o artista belga o interesse em publicar suas criações no formato. Hergé não ficou muito satisfeito com o resultado dos dois primeiros álbuns "Explorando a Lua" e "O Templo do Sol", e não hesitou em enviar suas impressões à Hallmark. Para os próximos números, 'A Ilha Negra" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível", o pai de Tintim criou ilustrações inéditas, e encarregou seus coloristas de realizar um trabalho o mais próximo possível da perfeição.

Clique nas imagens para ampliá-las.

A série, publicada em francês e holandês entre 1969 e 1971, contempla apenas seis dos argumentos originais de Hergé. Os títulos, publicados com selo "Rouge et Or", incluem "O Cetro de Ottokar" e "Voo 714 para Sydney".


Em 2008, a Éditions Moulinsart publicou três livros com uma proposta parecida, mas sem o mesmo efeito. Com apenas 12 páginas e imagens retiradas dos álbuns, os títulos escolhidos foram "O Segredo do Licorne", "O Tesouro de Rackham, o Terrível" e "O Caranguejo das Tenazes de Ouro" - coincidentemente ou não, os mesmos álbuns anunciados pouco tempo antes como inspirações para o filme de Steven Spielberg.

 Edições Moulinsart, 2008.

As imagens interativas são um atrativo e tanto para os mais novos, e não menos interessantes para os mais velhos. Nestes tempos de 3D, quem sabe esta aí não seria uma boa ideia para aproximar as crianças da obra de Hergé?
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Dez desenhos inéditos de Hergé

Coincidentemente, enquanto realizava uma pesquisa sobre a coleção "Pop-Hop", descobri que alguns originais estarão à mostra em uma exposição na Europa, que inclui 10 desenhos de Hergé considerados inéditos, feitos na década de 1970 para a série, mas nunca publicados pela Hallmark.

Nos dias 18 e 19 de maio, das 10h30 às 14h00, em Bruxelas, a livraria Jeu de Bulles apresentá 10 desenhos inéditos criados por Hergé para a série Pop-Hop. A exposição temporária "Pop up" marca a inauguração de um espaço sobre quadrinhos na capital belga - localizado em frente ao Mercado de Pulgas de Bruxelas - e, entre outros itens, apresentará um desenho original em cores de Hergé (imagem acima) e nove ilustrações em preto e branco dos filmes de impressão da época - já que os originais desapareceram. Entre as cenas está uma visita especial - de mais de duas páginas - ao laboratório do Prof. Girassol, produzida para "O Tesouro de Rackham, o Terrível". Três outros desenhos coloridos (clique nas imagens abaixo para ampliá-las) serão apresentados em 8 de junho, em um leilão realizado pela Artcurial.


Clique aqui para ver o soberbo catálogo de itens a ser leiloados; veja mais algumas imagens abaixo (que não fazem parte das inéditas).



:: Um pouco de História: Depois dos primeiros títulos da série Pop-Hop, Hergé continuava interessado em melhorar a qualidade dos álbuns. Em parceria com Byron McKeown, novo diretor criativo da distribuidora, Hergé conseguiu um avanço considerável. Os dois desenvolveram uma amizade tão achegada que, em visita aos Estados Unidos em 1971, o cartunista conheceu a família de McKeown e, a partir daquele ano, incluiu o americano na lista de pessoas que receberiam os cartões especiais dos Studios Hergé, além de lhe enviar alguns álbuns autografados (em inglês). Anos depois, Hergé soube através do amigo que ele ainda possuía uma série aquarelas originais - nunca antes publicadas. Agora elas estão novamente na França, de onde serão apresentadas ao mundo através de um leilão da Artcurial.

Segundo Byron McKeown, vários desenhos eram, de fato, rejeitados pela Hallmark, não por razões de qualidade, mas apenas porque o modelo dos álbuns animados passava por mudanças frequentes até chegar ao resultado final. Como o número de páginas era muito limitado e as histórias um pouco longas, alguns cortes eram inevitáveis. Os desenhos originais desapareceram, exceto aqueles que foram conservados pelo amigo americano de Hergé. 
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07 maio, 2013

Série "Young Reader" ganha novos títulos

A série de quadrinhos de Tintim 'para jovens leitores' ganha esse mês mais 8 títulos, publicados no Reino Unido pela editora Egmont. Originalmente lançada pela Little Brown nos Estados Unidos, a coleção apresenta as aventuras originais desenhadas por Hergé, além de 30 páginas de material extra, com os "bastidores" da produção de cada aventura. Os álbuns ganharam capas mais diferentes, justamente com a intenção de atrair os leitores mais novos.




Para ver mais de cada álbum (incluindo páginas do making of), clique nos links abaixo:
Para os brasileiros que têm interesse na coleção, dá pra folhear alguns exemplares - ou comprar, se preferir, nas Livrarias Cultura.
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