AS AVENTURAS DE TINTIM 2

Tudo o que sabemos sobre a possível sequência de Tintim

TPT ENTREVISTA ISAAC BARDAVID

Confira o bate-papo com o saudoso dublador do Capitão Haddock

TPT ENTREVISTA O PRIMEIRO TINTIM DO CINEMA

Jean-Pierre Talbot falou tudo sobre os dois filmes de Tintim com atores reais

TPT ENTREVISTA O DUBLADOR DE TINTIM

Oberdan Jr conversou com o blog em vídeo de duas partes. Confira!

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03 janeiro, 2018

Quantos idiomas Tintim domina?

Tintim, o repórter globalizado, também fala mandarim?

Pergunta do tintinófilo Ailton: Tintim era um cara que viajava muito pelo mundo, visitando vários países, mas, quantos idiomas ele falava?

Já que não estamos falando do número de traduções das aventuras de Tintim, que já ultrapassam os 100 idiomas, levei seu questionamento para um grupo de estudos tintinólogos (mais conhecido como Hergé Brasil) a fim de, junto com outros peritos, chegar a uma conclusão. Vejamos...

Considerando o espírito aventureiro de nosso repórter e sua disposição para se relacionar com as pessoas, imagino que ele seja poliglota... (Troglodita? 😐 Não! Poliglota!) - Carmem Toledo.

Se não me engano, no álbum O Templo do Sol, o Tintim tenta perguntar algo pra uma múmia numas 3 línguas diferentes - Nathalia Barbosa (é isso mesmo, veja a imagem à direita).

Parece-me uma falsa questão, no sentido de Hergé não lhe dar significado a não ser quando disso necessitou para efeitos dramáticos. Em numerosas ocasiões em que interage com indivíduos de outras nacionalidades Tintin não tem qualquer dificuldade de comunicação e noutras a barreira ergue-se. Não é, portanto, uma questão cristalina e de resposta unívoca. - conclui Jorge Macieira.

Mas, considerando todos os países pelos quais Tintim passou, mais especificamente aqueles nos quais ele se comunicou fluentemente com alguém, dá para ter uma ideia de quantos idiomas ele domina? Vamos tentar.

Francês: Língua materna de Tintim, é falada pelo repórter em seu dia a dia em Bruxelas. Levando em conta que a Bélgica também tem o neerlandês (holandês ou flamenco) e o alemão (que ele chega a usar em seu primeiro álbum) como idiomas oficiais, é natural que ele também tenha certa fluência nessas línguas.

Inglês: Na aventura de "Tintim na América", o repórter consegue se comunicar sem dificuldades com norte-americanos dos mais diversos sotaques, desde os nativos até os gângsters de Chicago. É difícil acreditar que todos aqueles estadunidenses falassem francês, apesar de algumas frases serem apenas pinceladas com expressões anglofônicas. Tintim volta a interagir com falantes do idioma em sua viagem à Grã-Bretanha, no álbum "A Ilha Negra".

Espanhol: Em suas viagens pela America Latina, tanto em "O Ídolo Roubado" como em sua última aventura finalizada, "Tintim e os Tímpanos", Tintim nunca precisou de intérprete. Isso sem contar sua incursão no Peru, em "O Templo do Sol " - ou será que era Zorrino que falava muito bem o francês?

Mandarim: No álbum "O Lótus Azul", o repórter conhece a China e mantém contato com Tchang e sua futura família. Diferente dos Dupondt, que até hoje não entendem qual foi a mensagem que Tchang escreveu (na língua chinesa) para a polícia, fazendo a dupla passar por um par de loucos.

E quanto aos idiomas da Sildávia e da Bordúria? O tintinófilo Ivo Coser pontua: Quando ele encontra dois camponeses locais ele não entende o que eles falam. Talvez a elite local falasse francês. De fato, o idioma francês é bem presente na Sildávia, o que é evidente em placas e cartazes do país criado por Hergé.

Ah, como bem lembrado por Ivo, não podemos esquecer o elefantês, que ele fala em Charutos do Faraó.

:: TPT recomenda: clique aqui e tenha acesso a um dossiê completo (em francês) sobre os idiomas falados nas aventuras de Tintim, com referências diretas aos álbuns.
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11 maio, 2014

Fatos em Fotos: Os pais de Hergé


Quem são os pais de Hergé? Mais de uma vez recebi este questionamento dos seguidores do blog. Todos sabem que o artista nasceu na Bélgica; a maioria sabe que isso aconteceu no dia 22 de maio de 1907; mas poucos conhecem a origem familiar de Georges Prosper Remi.

Na foto, Hergé entre seus pais, Alexis e Elisabeth.

O criador de Tintim nasceu em Etterbeek, comuna belga situada na região da capital, Bruxelas. Alex Remi (1882-1970), seu pai, trabalhava em uma fábrica de confecções para crianças junto com seu irmão gêmeo, Leon. Já sua mãe, Elisabeth Dufour (1882-1946), era dona de casa e trabalhou como costureira. Os dois se casaram em 18 de janeiro de 1905, e moravam na rua Cranz, 25, onde seu futuro famoso filho nasceria dois anos depois. Em 1912, o casal teve seu segundo filho, Paul, que seguiu carreira militar. Conta-se que a mãe de Hergé sofria de graves problemas mentais, o que teria levado à sua morte em um hospital psiquiátrico, em 1946.

A foto saiu do livro "Hergé: Portrait intime du père de Tintin", de Benoît Mouchart e François Rivière. Para ler um artigo relacionado (em francês), clique aqui.
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27 junho, 2013

Onde encontrar álbuns de Tintim mais baratos?


Esta é uma pergunta recorrente entre leitores. Afinal, o preço dos álbuns de Tintim no Brasil não é tão acessível como todos nós gostaríamos. Existem 24 títulos no mercado (de "Tintim no País dos Sovietes" a "Tintim e a Alfa-Arte"), e valor fica na faixa dos R$ 36,00. Ou seja, para ter uma coleção completa você teria que desembolsar em média uns R$ 800,00! Mas, e se eu quero iniciar - ou completar - uma coleção de livros de Tintim, mas não desejo gastar tanto? Onde encontrar álbuns mais baratos, e de maneira segura?

Uma dica são os sites de comparação de preços, como Buscapé e BondFaro. Neles você pode pesquisar um título e ordenar os resultados por "menor preço", descobrindo assim uma série de lojas virtuais que disponibilizam os livros. A segurança das lojas normalmente é medida por "medalhas" (como na imagem ao lado), que classificam as empresas conforme os resultados de pesquisas realizadas com o consumidor. Esse tipo de site ainda oferece como vantagem descontos exclusivos em algumas compras. Mas fique atento: além de comparar o preço do livro, calcule também o frete para sua cidade, pois o valor pode variar de uma loja para outra.

Outra dica é o Mercado Livre (bem como o OLX), que serve como intermediário na compra e venda de produtos entre dois usuários cadastrados. Os produtos não necessariamente são usados. O ML é formado por "pessoas físicas", é verdade, mas também é composto por livrarias e sebos que talvez não possuam um site próprio. Para comprar com segurança, verifique a reputação do vendedor, clicando na barra colorida que aparece abaixo do preço do produto - quanto mais próximo do verde, maior é o percentual de qualificações positivas que o usuário recebeu, o que aumenta as chances de fechar um bom negócio (veja exemplo abaixo). Se ainda assim você ficar inseguro, pode optar pelo pagamento através do Mercado Pago, ferramenta que "segura" o valor para você até que o vendedor despache o produto. Atenção: nunca clique em "comprar" antes de tirar todas as dúvidas! Seguindo essas dicas, dificilmente você será vítima de fraudes ou calotes.


Após selecionar um produto, clique na barra colorida para ter mais detalhes sobre a reputação do vendedor.

Você viu a palavra Sebo ali em cima? A expressão vem da época em que não existia luz elétrica, por isso era comum segurar uma vela ao ler. Como as velas eram feitas de gordura, ou "sebo", elas derretiam e acabavam manchando os livros. Pelo menos foi esta a versão que o proprietário de um desses simpáticos espaços me explicou... Apesar do histórico, nas livrarias do ramo há muitos itens que parecem ter saído da gráfica, e em sua maioria a preços bem atrativos. Hoje em dia, muitos Sebos dão a opção de venda online, por isso no seu caso a melhor solução pode ser pesquisar na internet, em lojas como Estante Virtual, Livronauta SebosOnline, apenas para citar algumas. O melhor dessas livrarias antigas é a possibilidade de encontrar exemplares raros, como as edições da década de 1970 e as adaptações dos filmes para os quadrinhos.

Livros baratos em bom estado podem ser encontrados nos Sebos de todo o país.

A paciência também pode ser de ajuda para encontrar álbuns mais baratos. Isso mesmo; vez por outra surgem na internet saldões e ofertas sazonais que reduzem os preços dos livros ou do frete. Fique atento a promoções e descontos, que podem chegar através de email - provando que aquelas mensagens de lojas nem sempre são apenas spams - ou ser divulgadas nas redes sociais e sites especializados, como Busca DescontosCuponation e Descontos em Livros. Sites menos "tradicionais" também podem ser uma grata surpresa, prestando um bom serviço com preço baixo e entrega rápida.

Veja também: Vai começar a ler Tintim? Entenda a melhor ordem

Já pensou em começar uma coleção como esta?!

Em resumo, fica a dica: além do preço, preocupe-se acima de tudo com a confiabilidade da loja e a qualidade do livro que decidir comprar. As instruções  podem também se aplicar aos DVDs da série e dos filmes. Se por acaso descobrir outras opções e desejar compartilhar, não hesite em deixar um comentário.

P.S.: Esta postagem não é patrocinada, por isso a ausência de links. O objetivo único é auxiliar os leitores na busca por valores mais justos.
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15 novembro, 2010

Blog responde: Revista Tintin


Está de volta a seção Blog Responde, que como o nome sugere, traz a respostas às questões enviadas pelos leitores. A pergunta da vez foi enviada pelo leitor Rodrigo. Ele quer saber a respeito da revista semanal "Tintin", que trazia várias histórias em quadrinhos e, no final, uma página dedicada ao personagem de Hergé.

1. Como foram essas publicações?

2. Que historias continham?

3. Qual foi o período de publicação? 

Vamos lá...

Capa da primeira edição belga.
1. Após o fim do suplemento Le Petit Vingtième (por causa da Segunda Guerra Mundial), as aventuras de Tintim começaram a ser publicadas no jornal Le Soir, que era mantido pelo regime nazista. Com o fim da guerra e a derrota dos nazistas, Hergé foi acusado de colaboracionismo e ficou sem emprego, dedicando seu tempo a reproduzir suas antigas tiras para serem reeditadas em álbuns. Foi aí que Raymond Leblanc, que planejava criar a editora Lombard, convenceu Hergé a lançar uma revista semanal de Tintim, inicialmente chamada Le Journal de Tintin. Com a influência de Leblanc, considerado herói da resistência belga durante a ocupação nazista, Hergé teve sua ficha limpa perante a nação, e ambos se tornaram colaboradores.

2. Apesar do nome, nem todas as edições traziam Tintim, mas incluíam também vários outros personagens criados por quadrinistas franco-belgas, o que a fez tornar-se líder de mercado na Bélgica. Durante o período em que foi publicada, a revista trouxe obras de artistas como Edgar Pierre Jacbos ("Blake & Mortimer"), Uderzo e Goscinny ("Humpá-Pá"), Jacques Martin ("Alix"), Tibet ("Ric Hochet"), além de republicações de Hugo Pratt e Will Eisner. Em 1949, Bob de Moor se juntou ao elenco de colaboradores da revista, iniciando uma parceria que duraria por toda a vida de Hergé. Com o êxito da publicação também fora da Bélgica, Hergé viu o sucesso de sua criação aumentar na Europa (em países como a Holanda, Portugal e França) e, logo depois, no resto do mundo, incluindo também o Brasil.

Capa comemorativa dos 40 anos da revista, com a participação de vários personagens.

Capa da 1ª edição brasileira.
3. A estreia da revista na Bélgica aconteceu em 26 de setembro de 1946 e o primeiro número trazia, além de aventuras de Tintim, histórias em quadrinhos de "Blake & Mortimer", "Corentin" e "A Lenda dos quatro filhos de Aymon", além de artigos de ficção e sobre piratas. Logo em seu primeiro número o semanário vendeu 60 mil cópias em poucas horas.

Em 1º de junho de 1968 foi lançada a primeira edição portuguesa, publicada em paralelo com a edição brasileira (que durou apenas 26 volumes), distribuída pela Bruguera e editada pela Íbis em parceria com a Bertrand. O fim da edição em língua portuguesa ocorreu em 20 de outubro de 1982, enquanto na Bélgica e na França a revista só foi extinta 1988. Depois disso, os leitores belgas tiveram a oportunidade de ler uma versão da revista, que passou a ser publicada pela Yeti Presse com o título "Tintin Reporter". Mas este título durou poucos meses, até ser substituído por "Hello Bédé", em setembro do ano seguinte. Por fim, a revista voltou a ser publicada pela Lombard, e teve seu último número lançado em 1993, dez anos depois da morte de Hergé.

:: Em tempo: Clique neste link para ver detalhes da primeira edição de Le Journal de Tintin, publicado primeiramente na Bélgica com o slogan "Para jovens de 7 a 77 anos". No brasil, a icônica frase foi adaptada assim: "Para o espírito dos jovens, para os jovens de espírito".

Imagem promocional da revista.
E você, tem alguma dúvida sobre Tintim? Mande um email para contato@tintimportintim.com com sua pergunta. O blog responde!
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10 maio, 2010

Blog responde: 10 livros sobre Hergé



Já faz algum tempo que essa seção não é atualizada. Peço desculpas aos leitores que não tiveram suas perguntas respondidas até agora. Mas a partir de agora, estou voltando a fazer esforços para conseguir postar todas as respostas às dúvidas dos tintinófilos...

Para começar, o blog atende a um pedido feito há alguns meses por um leitor (cujo e-mail eu perdi - se for você, identifique-se). A questão é bem apropriada ao mês do aniversário de Hergé, já que ele quer saber a respeito dos livros biográficos sobre o autor, sejam eles em português ou não. Bom, são muitas as biografias dedicadas ao criador de Tintim - e poucas foram traduzidas para a língua portuguesa. Mas já que o colega pede sugestões de livros também em outros idiomas, seguem abaixo onze títulos que estão entre os mais conhecidos:

1. Hergé: Filho de Tintim (Hergé: Fils de Tintin) - 425 páginas. Autor: Benoît Peeters. Escrito por um dos amigos e colaboradores de Hergé, este livro foi a primeira obra biográfica sobre o desenhista belga a ser traduzida para o português. Lançado em Portugal em 2007, pela Editorial Verbo.

2. Tintin et Moi: Entretiens avec Hergé - Autor: Numa Sadoul. Publicado pela primeira vez em 1975, traz as entrevistas realizadas com Hergé em 1971, que originaram o documentário Tintin et Moi. Em 2004, a Casterman (que publicou a primeira versão) relançou a obra na França.

3. Le Monde de Hergé - Também escrito por Benoît Peeters, foi publicado originalmente em francês, mas depois traduzido para o sueco e o inglês (1992). Conta a história do autor por meio de ilustrações.

4. Les guerres d'Hergé: Essai de paranoïa-critique - Autor: Maxime Benoît-Jeannin. Lançado em 2007, esta obra polêmica trata da associação de Hergé com o fascismo hitleriano, confirmando também que o autor propagava em suas histórias a apologia ao anti-semitismo, colonialismo, anti-sovietismo, assim como a ideia da ascenção na Nova Ordem do Homem Branco.


5. As Aventuras de Hergé (Les Aventures d'Hergé) - 64 páginas. Roteiro: José-Louis Bocquet e Jean-Luc Fromental. Desenhos: Stanislas. Biografia de Hergé contada em quadrinhos. Publicada originalmente em francês em 1999, ganhou uma edição traduzida para o português (de Portugal) 2003. Em 2007, foi re-editada, aumentando o número de páginas para 72. Veja uma página clicando aqui.

6. Hergé: The Man Who Created Tintin - 288 páginas. Autor: Pierre Assouline. Lançado em 2009, este livro faz uma análise profunda sobre a vida de Hergé, baseando-se em documentos pessoais do cartunista belga. Disponível em inglês, português e francês.

7. Hergé: Lignes de Vie - 1003 páginas. Autor: Philippe Goddin - que trabalhou como secretário geral dos Estúdios Hergé. Lançado em 2007 pelas Éditions Moulinsart como parte das celebrações do centenário de Hergé, o livro é resultado de uma pesquisa realizada por três décadas, com base em arquivos inéditos da família Remi, incluindo fotografias pessoais e correspondências - tudo com o apoio de Fanny Rodwell, viúva do desenhista. O objetivo deste livro é colocar Hergé dentro do contexto histórico e político e mostrar sua importância artística. O livro, produzido pela Les Èditions Moulinsart, faz parte das celebrações do centenário de Hergé.


8. The Adventures de Hergé, Creator of Tintin
- Autor: Michael Farr. Lançado em 2007, em comemoração ao centenário de Hergé, contém 127 páginas de textos e ilustrações sobre a vida do criador de Tintim
.

9. Hergé Correspondance - 191 páginas. Autores: Edith Allaert e Jacques Bertin. Editado pela Duculot em 1989, reúne dezenas de cartas recebidas e emitidas por Hergé. Entre os remetentes estão Tchang-Tchong Jen, que inspirou a criação do personagem Tchang. O último capítulo traz cartas que tentam traçar um retrato psicológico de Hergé.

10. Hergé par Hergé - 1050 páginas. Para marcar o centenário do nascimento de Hergé, e a exposição no Centro Pompidou (06/12/06 a 19/02/07), as Éditions Moulinsart lançaram um catálogo que traça a evolução gráfica do autor. Este grande volume traz 800 ilustrações em cores, acompanhadas de comentarios do próprio Hergé.


Além destes 10, dezenas livros biográficos e teóricos sobre Hergé e Tintim foram escritos em francês, mas poucos foram traduzidos para outras línguas. As poucas edições em português foram lançadas apenas em Portugal, sendo que nós, brasileiros, ainda não tivemos a chance de ler um relato completo sobre a vida do autor. Uma lástima.

:: Quem tiver mais sugestões de livros ou perguntas sobre outros assuntos, pode enviá-las para contato@tintimportintim.com. Pode demorar, mas o blog responde!

Com informações dos sites: O Tintinófilo, Tintin Boutique e Tintin.com.
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10 dezembro, 2009

Blog responde: Tintim por Flamboyant e Record


Continuando a responder às perguntas dos leitores, o blog traz agora a dúvida do leitor Marcos. Ele quer saber quais foram os álbuns de Tintim publicados no Brasil pelas editoras Flamboyant e Record. Vamos direto à resposta:

A partir de 1961, a Editora Flamboyant começou a publicar os álbuns de Tintim, e fez isso até 1967 (ou 1968). Esta era a primeira vez que as aventuras do personagem podiam ser vistas na língua portuguesa, mas infelizmente a editora não tomou o cuidado de publicar as histórias em ordem cronológica.

Segue abaixo a lista dos álbuns publicados, todos em capa dura, totalizando 12 números:


A partir de 1969, a Editora Record passou a publicar os álbuns de Tintim. Foram lançados todos os livros, exceto No País dos Sovietes e Tintim e a Alfa-Arte (publicados pela primeira vez no Brasil pela Cia das Letras). Além disso, a editora lançou as versões em quadrinhos dos três filmes de Tintim: o desenho animado O Lago dos Tubarões e os live-action As Laranjas Azuis e O Mistério do Tosão de Ouro.


No total, a Record lançou As Aventuras de Tintim em quatro séries, sendo que na primeira delas (entre 1969 e 1970) foram publicados apenas seis álbuns: A Ilha Negra (versão de 1946), A Estrela Misteriosa, As 7 Bolas de Cristal, O Templo do Sol, Rumo à Lua e Explorando a Lua.

A segunda série (de 1970 a 1972) trouxe mais alguns álbuns não publicados, totalizando 16. Foram excluídos Tintim no Congo (Tintim na África), Tintim e os Tímpanos (Tintim e os Pícaros) e as adaptações dos filmes - da primeira série foram reeditadas apenas as aventuras lunares.

A terceira série (entre 1975 e 1976) foi a mais completa, pois publicou todos os álbuns de Tintim (fora 'Alfa-Arte' e 'Sovietes', claro), além das quadrinizações dos filmes. Dessa vez os álbuns vieram em formato brochura (capa mole) e a ordem cronológica foi novamente deixada de lado. E o pior: resolveram numerar os álbuns!

Veja também: Vai começar a ler Tintim? Entenda a melhor ordem

Confira abaixo a lista de álbuns publicados pela Record, conforme a ordem de lançamento da 3ª série:
 


Em 1978, a Record publicou mais uma série (também em brochura), mas dessa vez não relançou todas as aventuras, apenas dezessete delas. Também foram publicados dois álbuns duplos, um trazendo Tintim na América e A Estrela Misteriosa, e o outro com A Ilha Negra e O Cetro de Ottokar. No ano seguinte, foram lançados quatro volumes encadernados (clique aqui para ver), contendo todos os álbuns de Tintim publicados até então. Foi também na Record que Tintim ganhou revistas de jogos interativos e para colorir.

As informações acima são baseadas nos sites Intertintin e O Tintinófilo. Espero que a dúvida do leitor tenha acabado! Qualquer engano ou informação adicional, entre em contato...
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24 novembro, 2009

Você pergunta, o blog responde!


Vez por outra os leitores do blog mandam e-mails com críticas, sugestões e, principalmente, dúvidas sobre Tintim. E eu sempre faço questão de responder, mesmo que isso demore algum tempo. Agora decidi que vai ser assim: sempre que surgirem perguntas mais curiosas, sobre assuntos interessantes, é claro, não vou apenas enviar a resposta ao leitor, como também publicá-la aqui no blog.

Para começar, trago aqui as respostas à leitora Luciana, que está fazendo um trabalho sobre o álbum O Tesouro de Rackham, o Terrível. Ela perguntou se (1) o ator Gad Elmaleh fará o papel do vilão Rastapopoulos e (2) em que ano se passou a história, para poder saber o que estava acontecendo no mundo real e se o autor utilizou algum fato histórico para elaborar o roteiro.

Bom, respondendo às perguntas:

1. O ator marroquino Gad Elmaleh (foto) interpretará o vilão Omar Ben Salaad, e não Rastapopoulos, no longa The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn. Na verdade, este último nem mesmo está presente no álbum 'O Tesouro de Rackham'.

Além disso, os álbuns que estão sendo adaptados para o cinema, segundo divulgado, são O Caranguejo das Tenazes de Ouro (de onde provavelmente será retirada uma única cena, a do primeiro encontro entre Tintim e Haddock) e O Segredo do Licorne. Apesar dessa informação, eu creio que é bem provável que 'O Tesouro de Rackham' esteja no longa, já que outros títulos estão sendo especulados para o segundo filme da trilogia - como As 7 Bolas de Cristal e O Templo do Sol). Sem contar que a história do primeiro filme ficaria bem mais concreta se apresentasse início, meio e fim...

2. 'O Tesouro de Rackham', continuação de 'Licorne', foi concebido no ano de 1944. Na minha opinião, pelo menos, o contexto histórico não tem muito a ver com a aventura, que basicamente trata da busca de um tesouro pirata e mostra a mudança do Capitão Haddock para o Castelo de Moulinsart, que herdou de seu antepassado, Sir Francis, o Cavaleiro de Hadoque.

É bem provável que o personagem Rackham, o Terrivel, inimigo nº 1 do Cavaleiro de Hadoque, tenha sido baseado no pirata inglês John "Calico Jack" Rackham, que realmente existiu, no século XVIII.

Outra curiosidade relevante é que a história se passa por volta de 1942, época da ocupação nazista na Bélgica. Tintim e Haddock embarcam no navio "Sirius" rumo a uma ilha deseconhecida, supostamente localizada no Caribe, ao norte da República Dominicana (chega-se a essa conclusão levando em conta as coordenadas: 20º37'42" N - 70º52'15" O). Isso é digno de nota porque os americanos jamais deixariam uma embarcação estrangeira - movida a vapor, ainda por cima! - chegar tão perto de seu território em plena Segunda Guerra Mundial...

Espero ter ajudado a colega. Quem tiver mais curiosidades sobre o contexto histórico de "O Tesouro de Rackham, o Terrível", entre em contato.

.: E se você também tem dúvidas ou sugestões para o blog, envie uma mensagem para o email: contatobritto@hotmail.com. Ou siga-me no Twitter: @Britto_PH.
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07 fevereiro, 2009

Respondendo

Criei este tópico para responder algumas perguntas dos internautas. Dentre alguns emails recebidos, selecionei quatro, que trazem as questões mais frequentes:

1. Quando Tintim volta a ser exibido na Band?

Na realidade, nada foi confirmado pela emissora. A série "As Aventuras de Tintin" não foi exibida pela Band, mas sim pela Rede 21. Como já foi dito anteriormente aqui no blog, o Grupo Bandeirantes possui, sim, os direitos de exibição do seriado, mas por enquanto não há planos de colocá-lo no ar. Para mais informações, envie um email para cat@band.com.br.

2. Cadê os mini-DVDs de Tintim?

Até agora, apenas o episódio "Tintin na América" foi lançado em DVD. Sobre os demais, a LogOn Editora Multimidia aina não se pronunciou.

3. Por que o blog não disponibiliza episódios para download?

Estava nos meus planos iniciais fazer isso. Mas após o lançamento do Box, pensei que não interessariam tanto. Essa é uma sugestão que pode ser estudada.

4. Por que a demora para publicar as páginas de "Tintim e a Alfa-Arte"?

O pastiche "Tintim e a Alfa-Arte" é publicado no blog semanalmente, mas em dias alternados. O motivo da demora é que, além do trabalho de tradução - em parte concluído - há também um relativo gasto de tempo na adaptação e edição das imagens - que em sua maioria estão sendo recoloridas. Ainda há o trabalho de pesquisa, já que a intenção é trazer, além das páginas, curiosidades para os tintinófilos.

P.S.: O blog As Aventuras de Tintim não tem nenhuma ligação com as empresas Cia das Letras e LogOn Editora Multimídia. Portanto, alguns pedidos e sugestões infelizmente não poderão ser atendidos. Mas tentarei encaminhar a maioria das mensagens às respectivas editoras. Conto com a compreensão de todos.

Por hoje é só! Se também quiser tirar suas dúvidas, criticar, ou dar sugestões para o blog, envie um email para o endereço contatobritto@hotmail.com. Tentarei responder o mais rápido possível!
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