AS AVENTURAS DE TINTIM 2

Tudo o que sabemos sobre a possível sequência de Tintim

TPT ENTREVISTA ISAAC BARDAVID

Confira o bate-papo com o saudoso dublador do Capitão Haddock

TPT ENTREVISTA O PRIMEIRO TINTIM DO CINEMA

Jean-Pierre Talbot falou tudo sobre os dois filmes de Tintim com atores reais

TPT ENTREVISTA O DUBLADOR DE TINTIM

Oberdan Jr conversou com o blog em vídeo de duas partes. Confira!

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25 setembro, 2021

Fatos em fotos: Jacques Martin, 100 anos de um mestre da linha clara

Jacques Martin foi um desenhista e roteirista de quadrinhos francês nascido em 25 de Setembro de 1921. Além de colaborar com os Studios Hergé por 19 anos, ganhou fama internacional com suas séries de quadrinhos Alix e Le Franc.

Sua história com a BD (bande dessinée) começou em 1942. Após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, Martin viajou para a Bélgica em busca de um editor. Foi nessa época que conheceu Hergé e criou "Alix", sua principal obra, que estreou na revista Tintin. A série narra as aventuras de um jovem gaulês no Egito, adotado por um romano nos tempos de Júlio César. Foi traduzida para cerca de 15 línguas e já teve mais de 12 milhões de álbuns vendidos.

O interessante nessa história é que Hergé, pelo menos no começo, não gostou tanto do trabalho do colega: "Você tem muito progresso a fazer", teria dito ao jovem artista. Mas, em fevereiro 1954, Martin acabou entrando para o time dos Studios Hergé, sendo responsável por redesenhar o álbum “O Vale das Cobras” da série “Jo, Zette et Jocko”, iniciado antes da guerra. Isso abriu portas para uma colaboração intensa nos álbuns de Tintim, como "Tintim no Tibete" e "Perdidos no Mar", e criado algumas cenas cômicas em diversas aventuras do repórter.

Além de Hergé, Martin trabalhou ao lado de Edgar P. Jacobs, Bob de Moor e Willy Vandersteen. Juntos, eles são considerados os cinco grandes mestres da Linha Clara.

Depois de Alix, que teve dezenas de volumes mas só 19 desenhados por ele, Martin também criou Guy Lefranc, um jornalista aventureiro que teve sua primeira história publicada em 1954, também na revista Tintin. Martin não tinha a intenção de transformar "Lefranc" em série, tanto que desenhou apenas 3 edições. Mas, o sucesso do personagem motivou o editor a encomendar novos volumes, então ele seguiu como roteirista por alguns números.

Apaixonado por História, Jacques Martin registrou diversas épocas com cuidado e precisão ao longo de suas criações: a Antiguidade Clássica com Alix, Kéos Orion; a Idade Média, com Jhen, o "Século das Luzes", em Loïs, a Era Napoleónica em Arno, e finalmente seus próprios dias, com Lefranc.


Jacques Martin foi bastante premiado ao longo da carreira. Ele se dedicou por muito tempo aos roteiros, em especial quando passou a ter problemas na visão, chegando à quase cegueira. O quadrinista escreveu sozinho os roteiros de Alix até 2005 e com outros autores até 2009.

Diferente de Hergé,  ele queria que sua obra continuasse, e deixou alguns aprendizes e sucessores, garantindo a publicação da obra por outras mãos tão talentosas quanto.

 Jacques Martin faleceu em 2010, aos 88 anos de idade, deixando cerca de 120 álbuns publicados.

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22 maio, 2014

Fatos em Fotos: Os amores de Hergé

Nos 107 anos de Hergé, o TPT resolveu lembrar do criador de Tintim de uma forma diferente. Sempre se fala sobre vida e da obra do gênio dos quadrinhos belga, mas muito pouco se sabe sobre os amores que ele viveu. Então, que tal conhecer um pouco sobre as mulheres que Georges Remi amou? Clique nas fotos para ampliá-las.


Em toda sua vida, Georges Remi viveu bem mais de um romance. O cartunista teve sua primeira namoradinha ainda jovem. Ela atendia pelo nome de Marie-Louise van Custem. Seu apelido, uma abreviação de seu primeiro nome, teria sido uma das inspirações para o nome do cachorro de Tintim, Milou (saiba mais aqui). Teria sido esta a primeira prova de amor do jovem Hergé?


Germaine Kieckens foi a primeira esposa de Hergé. Nascida em 1906, ela trabalhava como secretária do padre Norbert Wallez, chefe de Hergé no Le Vingtième Siécle, jornal que apresentou Tintim ao mundo. Foi ela quem assinou como Milu nas primeiras cópias autografadas do álbum "Tintim no País dos Sovietes", enquanto Hergé autografava como Tintim.

Apesar do interesse do jovem Remi, a elegante ruiva nunca escondeu sua queda por homens mais velhos - supostamente pelo próprio chefe, que a inspirava. Germaine só cedeu aos encantos de Hergé depois de anos de convivência, quando o padre Wallez incentivou seus jovens empregados a se casar. Com isso, a união de Georges e Germaine foi sacramentada em 1932.

Mais tarde, Germaine chegou a confessar que nunca foi louca de amores por Georges. E parece que, pelo menos com o tempo, a recíproca se tornou verdadeira, pois Hergé passou a ter vários casos extraconjugais. Durante um longo período que o marido passou longe de casa e do trabalho, Germaine pediu que ele voltasse, se não por ela, por Tintim.

Apesar do divórcio, Hergé voltou a ter contato com Germaine Kieckens nos últimos anos de sua vida. Os dois se viam semanalmente, e cultivaram uma amizade digna dos anos de convivência. Germaine morreu em 1995.

Um daqueles casos extraconjugais despertou novamente o amor do já não tão jovem cartunista. Fanny Vlamynck, que foi colorista dos Studios Hergé, sempre foi ma mulher muito bonita, chegando a ser comparada com a atriz Greta Garbo. O relacionamento com Hergé começou no mesmo ano de sua contratação, 1956. Porém, este não foi um simples affair. Foi com ela que Georges Remi se casou em 1977, e com ela que ficou junto até sua morte, em 1983.


Quase três décadas mais nova que seu primeiro marido (ela nasceu em 1934), Fanny se tornou viúva com quase 50 anos. Hoje, ela administra o espólio de Hergé ao lado de Nick Rodwell, com quem se casou em 1993. Assim como as outras mulheres que passaram pela vida do pai de Tintim, Fanny não teve filhos. Infelizmente.
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11 maio, 2014

Fatos em Fotos: Os pais de Hergé


Quem são os pais de Hergé? Mais de uma vez recebi este questionamento dos seguidores do blog. Todos sabem que o artista nasceu na Bélgica; a maioria sabe que isso aconteceu no dia 22 de maio de 1907; mas poucos conhecem a origem familiar de Georges Prosper Remi.

Na foto, Hergé entre seus pais, Alexis e Elisabeth.

O criador de Tintim nasceu em Etterbeek, comuna belga situada na região da capital, Bruxelas. Alex Remi (1882-1970), seu pai, trabalhava em uma fábrica de confecções para crianças junto com seu irmão gêmeo, Leon. Já sua mãe, Elisabeth Dufour (1882-1946), era dona de casa e trabalhou como costureira. Os dois se casaram em 18 de janeiro de 1905, e moravam na rua Cranz, 25, onde seu futuro famoso filho nasceria dois anos depois. Em 1912, o casal teve seu segundo filho, Paul, que seguiu carreira militar. Conta-se que a mãe de Hergé sofria de graves problemas mentais, o que teria levado à sua morte em um hospital psiquiátrico, em 1946.

A foto saiu do livro "Hergé: Portrait intime du père de Tintin", de Benoît Mouchart e François Rivière. Para ler um artigo relacionado (em francês), clique aqui.
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01 maio, 2014

Você sabia? Maio é o mês de Hergé

No dia 22 de maio de 2014, o pai de Tintim completaria 107 anos. Por este motivo, o TPT está preparando um mês especial, com Fatos em Fotos e curiosidades sobre a vida e obra de Hergé. Para começar, descubra uma curiosidade sobre os primórdios da carreira de Georges Remi.


O cartunista começou a carreira ainda adolescente, desenhando para jornaizinhos de escoteiros como o Jamais Assez e o Le Boy-Scout Belge. Durante esta época, o jovem artista testou várias assinaturas, entre elas "G. Remi", "R", "Remi", "Jérémiades" e 'Jérémie" - estes últimos relacionados à pronúncia da inicial do seu primeiro nome junto com o sobrenome: G. Remi (algo como Gerremí). Só mais tarde, em 1924, utilizou pela primeira vez as iniciais invertidas (R.G.), tornando-se conhecido mundialmente como Hergé (pronuncia-se Ergê).
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14 março, 2014

Fatos em Fotos: Hergé encontra Mauricio de Sousa


Você sabia que o pai de Tintim já se encontrou com o criador da Turma da Mônica? Pois é, graças a uma foto enviada pelo leitor Marcos Araújo, descobrimos que Hergé, Mauricio de Sousa e suas criações já estiveram frente a frente nos anos 1970.

O encontro entre Mônica e Tintim (que também contou com a participação de Spirou, criação de André Franquin) ocorreu em 1971, no desenho que você vê logo abaixo, assinado por Mauricio em Lisboa, Portugal.


Em 1972, Hergé foi convidado de honra do 1º Congresso Internacional de Quadrinhos, que aconteceu entre 22 de abril e 1º de maio daquele ano no Royal Manhattan Hotel, em Nova York. Nesta ocasião ele juntou-se com Mauricio de Sousa e outros nomes de peso dos quadrinhos mundiais, como Stan Lee (criador de personagens como Homem-Aranha e X-Men), Will Eisner (Spirit) e Hugo Pratt (Corto Maltese). Ainda bem que tivemos um fotógrafo presente para registar este fato...

Hergé desenha para Mauricio de Sousa em 1972. Mais fotos em: GetBack.
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23 dezembro, 2013

Fatos em Fotos: Hergé e a captura de movimentos


Como a arte consegue transmitir a sensação de vida? Até os mais famosos artistas plásticos tiveram modelos para inspirar suas pinturas e esculturas. O cinema tem utilizado técnicas cada vez mais modernas para dar vida aos personagens. Walt Disney fez isso com Branca de Neve e alguns de seus clássicos; Peter Jackson foi mais além em "King Kong", "As Aventuras de Tintim" e outros blockbusters. Mas, o que dizer do pai de Tintim? Fotos dos Studios Hergé revelam que o cartunista também utilizou, embora por poucas vezes, modelos reais para desenhar movimentos mais incomuns de seus personagens.

Hergé usou como modelos os próprios colaboradores do estúdio, como Jacques Martin e Bob De Moor. Chegou também a basear seus desenhos em Edgar P. Jacobs e até no jardineiro de sua propriedade no campo. Ele mesmo fotografava as cenas que mais tarde se transformaram em esboços para, por fim, ganhar vida nas páginas dos álbuns como conhecemos hoje. Isso foi feito em "Voo 714 para Sydney", como pode ser visto nas fotos a seguir.


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20 novembro, 2010

Fatos em Fotos: Hergé e Andy Warhol


Em 1979, quando Tintim completava 50 anos, o artista americano Andy Warhol realizou uma série de quatro retratos de Hergé. Criador da Pop Art, Warhol foi um dos artistas que se inspirou na linha clara (ligne claire), estilo de desenho desenvolvido por Hergé nos quadrinhos de Tintim.

"Hergé influenciou meu trabalho tanto quanto Disney"

Os retratos de Hergé por Andy Warhol seguem o estilo característico do artista, famoso por obras que retratam artistas como Marilyn Monroe, Lisa Minelli e John Lennon. Abaixo você confere mais fotos do encontro entre os dois gênios da arte.

“Hergé foi mais que um desenhista de histórias em quadrinhos. Ele tinha uma forte dimensão política e satírica.”
O enontro aconteceu no ano de 1977.


Em 1983, ano da morte de Hergé, Warhol voltou a homenageá-lo. Desta vez, como tributo ao criador de Tintim, o pai da pop art produziu uma serigrafia batizada como "Quatre Boîtes de Crabe Extra", em referência às latas de caranguejo que serviam para contrabando de ópio no álbum "O Caranguejo das Tenazes de Ouro". Veja:

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12 novembro, 2010

Fatos em Fotos: Tintim no Museu de Cera


Em 1882, foi inaugurado em Grands Boulevards, Paris, França, o Musée Grévin. Fundado pelo jornalista Arthur Meyer em parceria com o caricaturista Alfred Grévin, é um dos museus de cera mais antigos da Europa, tendo sido fundado apenas dois anos antes do famoso Madame Tussauds de Londres. O museu Grévin reúne estátuas em cera de diversas personalidades mundiais, como a rainha Elizabeth, o presidente francês Nicolas Sarkozy e o americano Barack Obama, além o cantor Michael Jackson. 

No dia 22 de dezembro de 1961, o museu recebeu a imprensa e uma série de convidados para o lançamento de suas novas estátuas. Georges Remi, nosso conhecido Hergé, estava presente, prestigiando a apresentação da primeira réplica de Tintim e Haddock em cera. Milu, os detetives Dupondt e o Professor Girassol também foram reproduzidos, como pode ser visto no vídeo do lançamento, clicando aqui. O resultado você vê na foto abaixo, onde o cartunista belga aparece ao lado de suas maiores criações, agora vistas de outra perspectiva. Mais abaixo, screens do vídeo da inauguração. Clique para ampliar.


E se o visual do filme de Spielberg fosse parecido com esse?

Com informações da Wikipédia. Origem da foto principal: Bellier.org.
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18 junho, 2010

Fatos em Fotos: Hergé e Nat Neujean

Você se lembra do último leilão de peças de Tintim, realizado em Paris, França? Entre os itens ofertados, estava uma escultura de Tintim e Milu feita em bronze. Arrematada por 125 mil euros, a peça é uma das quatro criadas pelo escultor belga Nat Neujean em 1976, sob encomenda de Raymond Leblanc.

Na foto abaixo você pode ver o criador de Tintim, Hergé, junto a uma das estátuas que representam o repórter e seu cachorro em tamanho natural (1,80 m). O monumento fica no parque Wolvendael, em Uccle, Bruxelas, e foi inaugurado em 29 de setembro de 1976, em comemoração dos 30 anos da revista "Tintin".

Esta não foi a única escultura de Tintim produzida por Nathanael Neujean. Em 2009, bustos de Tintim e Hergé esculpidos por Neujean foram levados à venda pela primeira vez, como você viu aqui. Ele também esculpiu outras obras em homenagem a Hergé e seu legado, como pode ver na imagem abaixo.

Para ver outras obras de Nat Neujean, acesse o site oficial: www.natneujean.be.
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22 maio, 2010

Fatos em Fotos: 103 anos de Hergé

Há exatos 103 anos, em 22 de maio de 1907, nascia na rua Cranz, em Etterbeek, município de Bruxelas, Bélgica, um menininho que ainda daria muito o que falar. Batizado Georges Prosper Remi, o garoto era filho de Alexis Remi (1882-1970) e Élisabeth Dufour (1882-1946). Em 1912, o pequeno Georges ganhou seu primeiro e único irmãozinho, Paul. A seguir você confere a primeira foto daquele que mais tarde veio a ser conhecido como Hergé, o criador de Tintim:

O menino Hergé não era fácil de lidar, principalmente quando sua família recebia visitas. Um dos remédios usados pelos pais para controlá-lo era dar-lhe um lápis e um papel. Assim, o futuro gênio dos quadrinhos mostrou desde cedo um talento para o desenho. No período escolar, em Ixelles, Bélgica, Hergé matava o tempo desenhando nas contra-capas dos livros. No documentário "Tintin et moi", em entrevista a Numa Sadoul, ele conta: "Às vezes, o professor me via ocupado rabiscando e pensava que eu estava distraído, me dizendo bruscamente: 'Remi!... Repita então o que eu acabei de dizer'. E já sorria maliciosamente por baixo da barba. Mas seu rosto geralmente expressava um profundo espanto quando, tranquilamente, sem hesitação, eu repetia o que ele havia dito. Porque se eu desenhei com uma mão, bem, eu ouvi atentamente com a outra!..."

A imagem abaixo mostra seu primeiro desenho conhecido, datado de 1911. Nele aparecem um trem a vapor, um guarda e um carro, rabiscados no verso de um cartão postal:

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