AS AVENTURAS DE TINTIM 2

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16 janeiro, 2010

Tintim e a Alfa-Arte 50

Chegando na reta final, a última aventura de Tintim fica cada vez mais emocionante...

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10 janeiro, 2010

Tintim no País dos Sovietes

As Aventuras de Tintim, Repórter do Le Petit Vingtième, No País dos Sovietes é o título da aventura que deu origem a um dos personagens mais queridos da história dos quadrinhos. Escrita e desenhada pelo belga Hergé, a história foi originalmente publicada entre 10 de janeiro de 1929 e 8 de Maio de 1930, no suplemento infanto-juvenil Le Petit Vingtième. Nesta primeira aventura, Tintim, já ao lado do inseparável Milu, é apresentado como um jovem e corajoso repórter em viagem à Rússia comunista.

Vale conferir: Especial Tintim no Congo

Sinopse

Tintim, um repórter do Le Petit Vingtième, e seu cachorro Milu, são enviados em missão para a União Soviética. Partindo de Bruxelas, seu trem explode a caminho de Moscou por um agente secreto da polícia soviética, a OGPU. Ele sobrevive, mas é acusado pelas autoridades de Berlim pelo "acidente".

Preso e levado para uma câmara de tortura, Tintim consegue escapar e roubar um carro, passando por várias aventuras até finalmente chegar a Moscou. Entre outros absurdos, Tintim observa uma eleição onde as pessoas são obrigadas a votar no partido comunista, descobre que as fábricas supostamente produtivas são apenas uma farsa dos sovietes, e que as autoridades do país maltratam crianças famintas.

Preso por ajudar as vítimas da ditadura, ele consegue escapar mais uma vez e se depara com as riquezas que Stalin, Lenin e Trotsky roubam do povo soviético (incluindo trigo, vodka e caviar). Na tentativa de fugir da Rússia e denunciar aquelas barbaridades, Tintim enfrenta por uma última vez os agentes da OGPU. Finalmente retornando à Bélgica, o destemido repórter é recebido com grande pompa pelo público, que o aguarda na Grand Place de Bruxelas.

Histórico

Em 1928, Hergé, então editor-chefe do Petit Vingtième, já pensava em criar um novo personagem de quadrinhos. A oportunidade surgiu quando Norbert Wallez, diretor do jornal, lhe encomendou uma história que envolvesse um adolescente e um cachorro. Wallez, um padre de ideologia direitista, queria um personagem que pudesse mostrar aos jovens belgas a situação da URSS e denunciar os males do comunismo. Hergé idealizou um repórter que viajaria para fazer suas matérias, e decidiu: "Para sua primeira viagem, a coisa que me pareceu mais importante na época era o país cujos ecos terríveis e muitas vezes contraditórios chegavam até nós, que era a Rússia soviética".

Nos primeiros dias de janeiro de 1929, o Vingtième Siècle publicou a ilustração de um jovem muito parecido com o já conhecido Totor, vestindo calças de golfe quadriculadas e acompanhado por um fox-terrier. No fundo, a silhueta de uma construção russa, e na legenda, a seguinte mensagem: “Acompanhem, a partir da próxima quinta-feira, as extraordinárias aventuras de Tintim, o repórter, e do seu cachorro, Milu, no País dos Sovietes”.

Poucos dias depois, em 10 de janeiro de 1929, começou a ser publicada a primeira de muitas aventuras do repórter Tintim e seu fiel cãozinho Milu. A cada semana o jornal publicava duas páginas, gerando uma história de 69 episódios.

A HQ fez tanto sucessos entre jovens e adultos da Bélgica que, para marcar sua conclusão, em 8 de Maio de 1930, o Petit Vingtième preparou um grande evento.

O jornal contratou Lucien Pepermans, um escoteiro de 15 anos, para representar a chegada do repórter a Bruxelas, e convidou os leitores por meio de um anúncio a comparecerem na Gare du Nord, às 16 horas.

A "chegada" de Tintim contou com uma grande multidão de fãs, além da presença de Hergé, que se reuniram no local anunciado para receber o herói que havia mostrado toda a “verdade” sobre o “milagre soviético”. A cena foi incluída no álbum, lançado naquele mesmo ano.

Propaganda Anticomunista

Os soviéticos tentavam passar para o mundo fora da Rússia uma imagem de potência em constante crescimento econômico - e de fato o era, segundo historiadores. Desmentir este fato se tornou um alvo particular de Hergé. Mas, como o desenhista nunca teve a oportunidade de visitar o país - e àquela altura não havia nenhuma possibilidade de fazer isso -, ele teve de se basear em informações de terceiros. Segundo Benoît Peeters, a única referência utilizada por Hergé foi o livro Moscou sans voiles (1928, Moscou sem véu, em livre tradução) de Joseph Douillet, ex-cônsul belga que viveu e trabalhou durante nove anos na Rússia soviética.


No livro, Douillet ataca duramente o comunismo e o governo soviético, e esse mesmo espírito crítico acaba ficando evidente no álbum. Sem outras fontes à disposição, Hergé chegou a reproduzir passagens inteiras do livro, como a cena das "eleições democráticas", onde os habitantes de uma aldeia são coagidos pelos soldados armados a votar no partido comunista.


Dica: para saber mais sobre a propaganda anticomunista no primeiro álbum de Tintim, leia o artigo "Pardieiro infecto": a representação da Rússia em Tintim no País dos Sovietes, clicando aqui.

Estilo

As primeiras imagens mostram um Tintim diferente do que estamos acostumados hoje - na primeira página, por exemplo, o repórter não tem nem mesmo seu famoso topete. Contudo, o design do personagem é refinado durante a aventura, bem como sua personalidade. O texto de Hergé também é bastante primário, carecendo de fontes precisas e detalhes mais realísticos - que se tornariam comuns em sus obras posteriores. Ele mesmo afirmou, mais tarde, que havia sido muito ingênuo nessa história.

Por causa do tipo de publicação (duas páginas por semana), a história é basicamente uma série mini-aventuras, intercaladas com as denúncias do totalitarismo soviético. Ao final de cada página, Tintim está sempre em perigo, a fim de manter o suspense para a próxima. A cada semana, portanto, o trabalho de Hergé consistia em livrar Tintim do perigo anterior e iventar um novo.

Publicação

Tintim no País dos Sovietes foi publicado pela primeira vez como álbum em 1930. Apesar do sucesso, a insatisfação de Hergé com os detalhes negativos da obra o levou a retirá-la de circulação na década de 1930. Nos anos 1950, o autor continuava sem nenhum interesse na re-publicação do álbum, mas a editora Casterman o pressionou a autorizar novas reedições, para fazer frente às edições piratas que estavam surgindo. Só depois de muitos anos após a morte do autor, o álbum voltou a ser publicado orgulhosamente como o número um da coleção de Tintim.

Em 1973, foi lançada, como parte de Les Archives d'Hergé, uma edição fac-símile, que imediatamente se tornou um best-seller (100.000 exemplares vendidos só naquele ano). Já em 1999, no 70º aniversário da obra, a Casterman, com autorização da Fundação Hergé, publicou o álbum em preto e branco. Dessa forma, mesmo contra a vontade do já falecido Hergé, No País dos Sovietes entrou de vez no cânon oficial de Tintim.

Curiosidades

.: Tintim no País dos Sovietes foi o único álbum de Hergé (excluindo Tintim e a Alfa-Arte) que não ganhou uma nova versão, em cores.

.: Neste álbum Tintim aparece pela primeira e única vez escrevendo um artigo de jornal. Veja a cena aqui.

.: Este é o primeiro dos três únicos álbuns onde Tintim aparece bêbado - os outros são O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Ídolo Roubado.

.: Vários personagens, em sua maioria anônimos, participam da história. Mas, além de Tintim e Milu, nenhum outro aparece nos demais álbuns do personagem.

.: Entre os poucos personagens secundários que têm seus nomes citados, estão:
.:: Dimitrieff Solowztenxopztzki: Junto com um colega, ele tenta afundar o barco de Tintim, na página 53;

.:: Lulitzosoff: É o homem que captura Tintim na página 93;

.:: Rodrobertine: Apenas o nome é citado, mas sabe-se que é um aviador, visto que Tintim é confundido com ele quando está disfarçado de piloto.
.: O álbum até hoje não foi publicado na Rússia, devido ao conteúdo considerado “anticomunista”. Por este mesmo motivo, 'No País dos Sovietes' também nunca chegou às mãos dos leitores chineses.

.: O êxito desta primeira aventura fará com que Tintim vá depois ao Congo, mas essa já é uma outra história...

Contém informações dos sites Wikipedia, Publico e Tintinology.

Veja também outros especiais:
Tintim na América
Os Charutos do Faraó
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09 janeiro, 2010

Tintim e a Alfa-Arte 49

Na véspera dos 81 anos de Tintim, o blog traz mais uma página de sua última aventura...

Alguém entendeu essa expressão nos rostos dos vilões? Nem Ramo Nash entendeu... Veremos na próxima página!
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Conheça a origem de Tintim


Neste domingo, 10 de janeiro, Tintim e Milu completam 81 anos de vida. As aventuras do repórter e seu cachorro foram criadas pelo belga Hergé, e publicadas pela primeira vez em 10 de janeiro de 1929. Mas você já se perguntou quais foram as inspirações (e motivações) do autor na concepção dos personagens? Se ainda não sabe, descubra agora algumas curiosidades envolvendo o nascimento de Tintim.

Desde cedo, Georges Prosper Remi, mais tarde conhecido mundialmente como Hergé, mostrou um grande talento para o desenho. Começou a trabalhar ainda jovem, aos 18 anos, no serviço de assinaturas jornal católico Le Vingtiéme Siècle - mas sua função estava longe do que desejava. Em pouco tempo, porém, foi promovido a editor-chefe de um novo suplemento infanto-juventil, Le Petit Vingtième. Nessa mesma época, Hergé criou o personagem Totor, um escoteiro chefe de patrulha, que teve suas aventuras publicadas entre 1925 e 1930.

Vale conferir: Milu, o fiel companheiro

Em 1928, segundo o crítico Pierre Sterckx, Hergé foi inspirado a criar algo novo. Através de jornais mexicanos enviados a Bruxelas pelo correspondente do XXème, ele descobriu as melhores HQs da época — Krazy Kat, Bringing up Father, The Katzenjammer Kids. Assim ficou marcado seu próximo passo: a criação uma HQ de verdade, e não mais um mero texto ilustrado.

Logo o desejo de Hergé se tornou possível. Naquele mesmo ano, o padre Norbert Wallez, diretor do jornal, encomendou ao jovem artista uma história que envolvesse um adolescente e seu cachorro. Como bom conservador que era, o clérigo queria transmitir valores católicos aos jovens leitores, e educá-los no culto da virtude e do espírito missionário.

Hergé aceitou o desafio e rapidamente pôs a ideia em prática, desenhando um menino de rosto redondo, com pontos no lugar dos olhos e nariz saliente. A vestimenta - uma calça de golfe quadriculada - foi concebida em razão do gosto pessoal do autor, que costumava utilizá-la com frequência. Para diferenciar seu personagem de outros tantos que já haviam, o criador inseriu um farto topete, que virou sua eterna marca. Ah, e claro, colocou do seu lado um cão de personalidade, Milu.

Veja também:
7 inspirações de Hergé para criar Tintim
Assista online: Tintim e o Mistério do Tosão de Ouro


Numa carta enviada a um admirador, Hergé conta como foi o processo de criação das aventuras de Tintim: “A ‘ideia’ do personagem Tintim e do tipo de aventuras que ele viveria me ocorreu, creio, em cinco minutos, no momento de esboçar pela primeira vez a silhueta desse herói: isso quer dizer que ele não tinha habitado os meus verdes anos, nem mesmo em sonhos”. Mas faz uma ressalva: “É possível que eu me tenha imaginado, em criança, na pele de uma espécie de Tintim: nisso, mas apenas nisso, haveria uma cristalização de um sonho, sonho que é um pouco o de todas as crianças e não pertencia exclusivamente ao futuro Hergé”.

De acordo com o próprio artista, no documentário Tintin et moi, aquele novo personagem seria praticamente 'um irmão caçula de Totor', um jornalista, "mas sempre com a alma de um escoteiro".


Tintim começou com um desenho simples, mas com o tempo foi ganhando formas mais claras, e as cores ajudaram a dar vida ao seu fantástico mundo. O estilo de Hergé influenciou gerações de artistas europeus, que seguiram o padrão da linha clara na criação de suas "bandas desenhadas".

Tintim estrelou 23 aventuras completas, viajando da África à América, do Tibete à China, passando por países fictícios como a Bordúria e a Sildávia, explorando da Lua ao fundo do mar, e contracenando com personagens marcantes como Haddock, Girassol, Castafiore... Em sua primeira aventura, o repórter que raramente escreve um artigo é enviado à Russia Soviética. As inspirações, curiosidades e fatos que marcaram esta história estão disponíveis em uma postagem especial sobre o álbum Tintim no País dos Sovietes. Confira aqui!

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08 janeiro, 2010

Tintim na Turma da Mônica

O blog parceiro Planeta Gibi publicou nesta quinta-feira uma matéria falando sobre o mais novo número da revista em quadrinhos do Cascão, de Mauricio de Sousa. A edição 37 da revista, publicada pela Panini, traz uma HQ intitulada "A Volta aos Infinitos Gibis", que faz uma homenagem a personagens clássicos dos quadrinhos, como Mafalda, Popeye e O Menino Maluquinho.

Pois bem, entre estas famosas e queridas figuras das HQs mundiais está ninguém menos que Tintim, que completa 81 anos neste domingo, 10 de janeiro. A referência ao repórter belga aparece não só numa das páginas da revista, como também na capa - veja a imagem acima, no lado inferior direito. Abaixo você confere a "participação" de Tintim na historinha de Mauricio:

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05 janeiro, 2010

Morreu Tibet, antigo colaborador de Hergé

No último sábado, 02/01, morreu Tibet (foto), um dos últimos colaboradores de Hergé ainda vivos. O motivo da morte foi uma embolia pulmonar, segundo informou a televisão belga RTBF.

Nascido em 1931 em Marselha, França, Gilbert Gascard foi viver na Bélgica com a família quando tinha cinco anos de idade. Aos 16, começou a trabalhar nos estúdios da Disney em Bruxelas, para o "Mickey Magazine", e aí conheceu André-Paul Duchâteau, futuro diretor da revista "Tintin".

Entrou para equipa desta revista em 1950, onde criou Chick Bill (veja a imagem acima), uma fábula com animais que tinha por cenário o faroeste norte-americano. O cowboy - que ganhou forma humana a partir da terceira aventura - protagonizou 69 álbuns publicados a partir de 1954.

Em 1958, Tibet criou, com argumento de Duchâteau, o jornalista Ric Hochet (ao lado), a personagem mais conhecida da dupla. Publicaram cerca de 70 álbuns desta série.

O nome artístico de Gilbert Gascard foi criado pelo irmão mais velho que, com um ano e meio de idade, não conseguia pronunciar Gilbert.

Fonte: Publico.pt

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04 janeiro, 2010

TINTIM: 81 ANOS DE AVENTURAS

No dia 4 de janeiro de 1929, a imagem acima apareceu numa das páginas de um jornal belga, o suplemento infantil Le Petit Vingtième. Este era o anúncio de uma saga que se iniciaria seis dias depois: As Aventuras de Tintim e Milu. Nos próximos posts, fique sabendo como tudo realmente começou:

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