AS AVENTURAS DE TINTIM 2

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30 abril, 2020

Vai começar a ler Tintim? Entenda a melhor sequência a seguir

Você conhece e admira As Aventuras de Tintim, mas nunca leu uma de suas histórias em quadrinhos? Você não é o único. Uma multidão de fãs conheceu Tintim, Milu e companhia através da série da Nelvana - transmitida no Brasil desse o início dos anos 1990 pela TV Cultura - ou do filme de Spielberg. Boa parte desses mal sabia que o desenho animado fora inspirado em uma série de quadrinhos iniciada no final dos anos 1920. Mas, depois de descobrir que existem 24 álbuns (como são chamados os volumes publicados por Hergé), surge uma dúvida: por onde começar?

Antes de qualquer coisa, um ponto de atenção é que "As Aventuras de Tintim" não segue obrigatoriamente uma cronologia. Mas, não é uma má ideia seguir a ordem de publicação dos álbuns; pelo contrário, isso te ajuda até a enxergar a evolução de Hergé ao longo dos anos. Caso você não se importe com a cronologia, a série de recomendações a seguir pode ser útil (vale lembrar que não são regras, apenas sugestões baseadas em minha opinião e experiência como leitor).

Por onde começar?

Minha primeira dica é: para quem nunca leu Tintim, recomendo que, pelo menos de início, fique longe dos dois primeiros álbuns - o que explico mais adiante.

Então vamos lá: qual deve ser o primeiro álbum para quem nunca leu os quadrinhos de Tintim? Eu comecei por "Os Charutos do Faraó", e recomendo. Trata-se de uma excelente aventura "solo" de Tintim e Milu (sim, eles começaram sem o Capitão Haddock), que faz ligação com "O Lótus Azul", primeira obra a imprimir a maturidade e profissionalismo que o jovem autor alcançaria. A história mostra o encontro de Tintim com Rastapopoulos, que se revelará um de seus maiores rivais, liderando uma organização criminosa ao lado do inescrupuloso japonês Mitsuhirato. Espionagem, ação e comédia - os detetives Dupond e Dupont fazem sua estreia aqui - são os ingredientes principais dessa aventura dupla, que tem como cenário países do Oriente Médio e uma China em tempos de guerra.

Outro álbum que pode tranquilamente ser sua primeira escolha é "O Caranguejo das Pinças de Ouro" (pra mim sempre será "Tenazes"). Tintim, como personagem, não tem introdução em nenhuma de suas aventuras; ele está lá e pronto, a história começa. Mas, com o Capitão Haddock é um pouco diferente, e aqui ele é apresentado ao leitor e ao repórter. A história é uma das mais conhecidas, tem muito humor e ação, fez parte da adaptação para o cinema e, vá por mim, merece ser lida antes de outros álbuns em que o velho marujo aparece.


As aventuras "solo"

Caso você não faça questão de partir direto para uma história de Tintim com seus velhos amigos, a dica é continuar com as aventuras do repórter e ao lado de seu cãozinho Milu. Assim, não tem problema seguir a sequência "Tintim na América" (de preferência depois de ter lido Tintim no Congo", porque há uma certa ligação entre os acontecimentos),  "O Ídolo Roubado""A Ilha Negra" e "O Cetro de Ottokar". Todos reúnem momentos icônicos da saga do repórter, mas, se tiver que escolher, sugiro os dois últimos, que são considerados os favoritos de muitos tintinófilos. Tanto 'O Ídolo' como 'O Cetro' apresentam personagens e cenários que terão importância nos álbuns mais à frente, mais particularmente em "Tintim e os Pícaros" e "O Caso Girassol", respectivamente. De repente, estas podem ser suas próximas escolhas.

Os álbuns duplos 

A seguir, você pode partir para os álbuns muitas vezes listados, se não entre os melhores, entre os mais conhecidos: os dípticos "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível" - que mostram o  surgimento do hilário Professor Girassol e a busca pelo navio do ancestral do Capitão - e "As 7 Bolas de Cristal" e "O Templo do Sol" - arco mais místico da série, por assim dizer, que leva Tintim e seus amigos ao encontro de uma civilização Inca perdida no Peru. Os dois últimos, inclusive, são os mais cotados para uma possível (e aparentemente improvável) sequência do filme de 2011, e estão, não tenha dúvida, entre as aventuras mais empolgantes da série.

Ainda falando sobre aventuras duplas, um arco obrigatório para quem quer ler Tintim é a aventura lunar. Em "Rumo à Lua" e "Explorando a Lua", Hergé conseguiu envolver espionagem com muito humor, ficção científica e até uma pitada de drama. Mas eu não colocaria os dois entre os primeiros, pois são roteiros com teor mais científico, com algumas explicações longas, que podem parecer cansativas para o leitor iniciante. Leia depois de uns três ou quatro álbuns, pelo menos. Não vai se arrepender.

Por toda a Terra...

Mais adiante, eu sugiro a leitura dos demais títulos de Tintim, que se passam em diferentes pontos do globo. Aí entram "Perdidos no Mar" (uma aventura no Mar Vermelho), "Tintim e os Tímpanos" (um retorno à América do Sul), "A Estrela Misteriosa" (uma expedição ao Ártico) e "Voo 714 para Sydney" (uma viagem à Oceania) que transitam por temas como política, tráfico de escravos, astronomia e ficção científica (mas não estão entre os meus favoritos). Em "Tintim no País do Ouro Negro", voltamos a encontrar personagens conhecidos como Abdallah e o Dr. Müller em uma jornada pelo Oriente Médio  e a fictícia Khemed. Já no excelente "O Caso Girassol" voltamos ao gênero espionagem, no mesmo cenário do brilhante "O Cetro de Ottokar" (Bordúria e Sildávia) agora num intrigante clima de Guerra Fria. Indo na contramão, o simpático "As Jóias da Castafiore" (em que os personagens não saem de Moulinsart) revela que nem sempre é um preciso ir muito longe para viver uma grande história.


Os mais polêmicos 

Finalmente, voltamos aos primeiros álbuns. "Tintim no País dos Sovietes" e "Tintim no Congo" são as criações mais, digamos, primitivas de Hergé. A primeira está em seu estado bruto, com os traços ainda pouco profissionais do artista. Na época, Hergé publicava duas páginas por semana e tinha que prender a atenção do leitor para que ele voltasse a acompanhar a história na semana seguinte, o que dá um tom excessivamente frenético à narrativa. Assim, mina sugestão é que deixe para o final, muito mais para conhecer os primeiros passos do autor. No caso da aventura na África, apesar de ter uma arte mais elaborada (foi redesenhado e colorido anos depois de sua publicação original), também é melhor deixar entre as últimas leituras, depois que você tiver compreendido bem o trabalho de Hergé. O próprio autor se mostrou arrependido de ter feito estes dois álbuns, que sempre foram rodeados por polêmicas. Ao lê-los, é importante levar em conta o contexto histórico e político da Bélgica dos anos 1920 e encará-los muito mais como documento histórico do que como entretenimento. Felizmente, Hergé mostrou uma evolução em seu posicionamento nas obras posteriores, o que não anula sua responsabilidade sobre o passado.

Pulando para o último da série, "Tintim e a Alfa-Arte" não é um álbum convencional. Não chegou a ser concluído por Hergé, porque infelizmente ele faleceu durante o processo de produção da história, então só estão disponíveis seus esboços e anotações. É importante adicioná-lo à sua leitura, não apenas para completar a lista, mas para conhecer melhor o processo de criação de uma aventura de Tintim. Talvez não tivéssemos acesso a um material desse tipo se o álbum fosse finalizado e publicado como os outros vinte e três. Então, aproveite.

A cereja do bolo

Para encerrar com chave de ouro, o álbum sugerido é "Tintim no Tibete" (embora alguns recomendem começar por ele, o que está longe de ser uma má ideia). Esta é a aventura mais emocional de Hergé. Ele a concebeu em um momento difícil de sua vida e, principalmente por este motivo, conseguiu imprimir uma sensibilidade ímpar à história. É um relato sobre a amizade; amizade entre Tintim e Tchang (que apareceu em "O Lótus Azul"), entre Haddock e Tintim e até entre Tchang e um improvável companheiro. E por que deixá-la para o final? Porque a HQ mostra um lado mais humano dos personagens, revela o ápice da evolução de Hergé como roteirista. O álbum deixa um gostinho de despedida, ou até logo, ao amigo que Tintim, depois de tantas aventuras juntos, já se tornou para você.
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24 abril, 2020

Vem aí um novo video game de Tintim

A produtora de jogos Microids acaba de anunciar uma parceria com a Moulinsart para a produção de um novo video game baseado nas aventuras de Tintim.


A Microids é uma premiada empresa europeia conhecida por produzir jogos para PC e console. Entre seus títulos estão vídeo games estrelados por personagens dos quadrinhos como Garfield, Asterix, Titeuf e Blacksad.

Agora é a vez de Tintim ganhar uma adaptação, a primeira para video games desde do filme de 2011. No ano passado, o repórter ganhou um joguinho estilo puzzle para celular, ainda indisponível em vários países.

Confira o release:

Tintim e seu querido Milu voltarão em breve para os PCs e consoles. Microids e Moulinsart têm o prazer de anunciar a assinatura de uma parceria para o desenvolvimento e publicação baseada na série de quadrinhos "As aventuras de Tintim", criada por Hergé, publicada pela Casterman e com mais de 250 milhões de livros vendidos.

Este novo jogo de ação e aventura transportará o jogador para um turbilhão de situações incríveis e suspense de mãos dadas com os lendários personagens Tintim e Milu. Outros personagens icônicos se juntarão ao elenco, como o renomado capitão Haddock, apaixonado por uísques finos e insultos sofisticados, o gênio professor Girassol e os melhores detetives, Dupond e Dupont.

Depois de navegar por todos os mares, explorar numerosos continentes, mergulhar em um submarino e até caminhar na Lua, o repórter mais famoso está pronto para novas aventuras interativas."

Veja também: Tintim ganha jogo para smartphones

Stéphane Longeard, CEO da Microids, comentou sobre o projeto:  "Estamos extremamente felizes por trabalhar nesta co-produção. Estamos dispostos a fazer isso acontecer há algum tempo. Este anúncio é o resultado de um processo criativo que nos permite definir com precisão como esse projeto será formado e as duas empresas vão interagir. Este é realmente um sonho realizado para nós. ... Os membros da nossa equipe são os fãs do famoso repórter e farão o seu melhor para prestar uma homenagem vibrante a esta franquia. Mal podemos esperar para iniciar este projeto", comemorou.

Nick Rodwell, diretor da Moulinsart e marido da viúva de Hergé, Fanny, também falou sobre a iniciativa: "O próximo jogo para PC e consoles se insere muito bem no legado das aventuras do mais famoso repórter. Nossa ambição é proporcionar ao grande público um jogo divertido e amigável para que todos possam aproveitar. A Microids é para nós o parceiro ideal para dar vida a esta nova aventura de Tintim".

De acordo com o site da Microids, o título do jogo, artes e mais detalhes serão revelados em breve. Fique ligado para saber mais.

Quer saber mais sobre as aventuras de Tintim no mundo dos games? Clique aqui e conheça todas as adaptações dos quadrinhos para os jogos.
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06 novembro, 2019

Tintim ganha jogo para smartphone

Os tintinófilos fãs de joguinhos para smartphones vão gostar dessa!


A desenvolvedora de jogos dinamarquesa 5th Planet Games anunciou em seu site a criação de um jogo para celular tendo As Aventuras de Tintim como tema. Embora ainda não tenha muitas informações sobre o jogo, o site disponibiliza várias imagens, que você vê neste post (publicado em 11/19).

Release oficial:

As aventuras de Tintim estão chegando para você no celular! Explore o mundo de Tintim, aventure-se com Milu, Capitão Haddock, Dupond e Dupont neste emocionante novo jogo.
Use sua inteligência para resolver muitos quebra-cabeças desafiadores e vencer níveis cheios de ação.


Descubra e colecione cenas únicas que representam momentos icônicos nas Aventuras de Tintin. Cave um pouco mais fundo e revele os segredos da cena!


Jogue novos níveis feitos à mão, desbloqueie emocionantes puzzles cheios de ação e desafie seu cérebro com níveis especiais difíceis de vencer!



Atualização 08/20: o jogo teve data de lançamento anunciada para 31/08/20, mas foi disponibilizado em versão de testes para usuários gratuitamente nas lojas de apps. Embora seja gratuito, há a opção de pagar para adquirir recursos como moedas e itens de bônus no jogo.

Saiba mais: Tintim no mundo dos games - um artigo sobre os jogos clássicos

Confira abaixo alguns screens, que mostram várias referências do jogo aos álbuns de Hergé. Além de O Caranguejo das Tenazes de Ouro, no qual ele é inspirado, há elementos ligados a A Estrela Misteriosa, O Cetro de Ottokar, O Caso Girassol, Os Charutos do Faraó, entre outros. Vale a pena procurar os easter-eggs espalhados pelas fases do game, que no começo são simples demais, mas vão ficando difíceis à medida que avançam.

Busque por "Tintin Match" na loja de aplicativos de seu dispositivo móvel e divirta-se!







Para Nick Rodwell, diretor da Moulinsart, que detém os direitos de exploração da obra de Hergé, esta é uma "oportunidade de apresentar clássico personagem aos gamers de celular do mundo inteiro. Deixar que os jogadores assumam o papel de detetive no cotidiano e resolvam enigmas e mistérios por conta própria através de uma dinâmica de jogo divertida e familiar, é uma ótima maneira de expandir o universo Tintin. Temos toda a confiança e esperamos que seja um grande sucesso entre os fãs de Tintin e de jogos de quebra-cabeças em todo o mundo".

Este é o segundo jogo oficial de Tintim para smartphones. O primeiro foi baseado no filme As Aventuras de Tintim, e lançado em 2011 pela Gameloft.
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27 março, 2019

Tintim é tema do podcast Confins do Universo

As comemorações dos 90 anos de Tintim não param. Desta vez, o Universo HQ, uma das maiores referências nacionais em quadrinhos e desenhos de humor na internet, dedica um episódio completo do podcast Confins do Universo à obra máxima de Hergé.




No programa, disponível a partir desta quarta-feira, 27 de março, os experts em quadrinhos Sidney Gusman, Marcelo Naranjo, Samir Naliato e Sérgio Codespoti debatem sobre os 90 anos de Tintim. Desde a criação do personagem, passando pelas influências de Hergé, o contexto histórico da obra, os temas polêmicos, novidades sobre o futuro da série, (quase) tudo sobre a obra foi assunto de (bem) mais de uma hora de conversa.

Um curiosidade no episódio é a participação deste que vos fala, Pedro Britto, fã de Tintim e criador do blog Tintim por Tintim. Ali eu conto como tudo começou, discuto e aprendo muito com esses caras que são feras no assunto. Falamos sobre a história do personagem no Brasil, as edições dos álbuns no país, as novidades sobre as adaptações para o cinema, os projetos inacabados de Hergé e o que vem por aí. Enfim, não vou contar tudo que é pra você ouvir...

Espero que gostem do conteúdo e deixem registrado o que acharam do especial, que foi feito com muito carinho e dedicação ao leitor/ouvinte e, principalmente, a Tintim.
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10 janeiro, 2019

Tintim 90 anos

Arte de Yves Rodier em homenagem ao aniversário de 90 anos de Tintim.
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20 dezembro, 2018

Versão original de Tintim no Congo ganha reedição inédita em cores

Como parte das comemorações dos 90 anos de Tintim, em 2019, a Moulinsart anunciou o lançamento da versão colorizada de uma das obras mais polêmicas de Hergé: Tintim no Congo.



A reedição do álbum será lançada apenas em formato digital e estará disponível a partir de 10 de janeiro de 2019, data do aniversário do personagem, somente no aplicativo Tintin, disponível na App Store (iOS) e na Play Store (Android).

É a primeira vez que a versão original da obra 1931 será publicada em cores. O álbum que estamos acostumados a ver em cores nas livrarias é uma edição totalmente revisada por Hergé em 1946. A história em preto-e-branco é ainda mais politicamente incorreta, trazendo cenas que mais tarde foram excluídas pelo próprio Hergé da versão "corrigida". No Brasil, o fac-símile do Tintim no Congo original foi publicado em 2016 pela Globo Livros.

Diferentemente da versão em cores de "Tintim no País dos Sovietes", que foi publicada pela Casterman no formato original, a reedição da aventura de Tintim na colônia belga na África será lançada diretamente pela Éditions Moulinsart.

De acordo com o site oficial, este será apenas um dos diversos eventos, lançamentos e surpresa que estão sendo preparados para comemorar os 90 anos da obra de Hergé.


Sobre o app Tintin: com publicações disponíveis em idioma como inglês, francês e espanhol, a proposta do aplicativo é oferecer todos os álbuns de Tintim. Nas versões em francês e neerlandês também estão disponíveis as obras estreladas por Quick e Flupke e Jo, Zette e Jocko. Ainda não há versão em língua portuguesa.
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15 dezembro, 2018

Novos álbuns de Tintim chegam ao Brasil pela Globo Livros

Dois anos depois de trazer para o Brasil as reproduções das primeiras aventuras de Tintim em preto-e-branco, a Globo Livros Graphics lança no país três novos volumes da série de fac-símiles dos álbuns de Hergé: A Orelha Lascada, O Lótus Azul e A Ilha Negra.

Assim como nos lançamentos anteriores, os volumes terão o mesmo formato publicado originalmente pela Casterman, com direito a capa dura e lombada em tecido. Preço sugerido: R$ 59,90. A data de lançamento nas livrarias ainda não foi divulgada.

Confira a seguir as capas e sinopses de cada título.


O Lótus Azul: (135 páginas) Após presenciar uma tentativa de envenenamento de um visitante misterioso, Tintim viaja à China para investigar a origem do atentado. O jovem repórter de espírito aventureiro se envolve numa trama de contrabandistas de ópio, policiais ingleses e uma seita secreta que colocará sua vida em risco. Este álbum, publicado originalmente em 1934 para o suplemento juvenil Le Petit Vingtième, conta a sequência dos eventos narrados em Os charutos do Faraó, e traz a visão de Hergé sobre a cultura oriental durante a guerra que envolveu China e Japão no início do século XX. Este álbum, em edição fac-similar e capa-dura, pode ser lido como sua história mais engajada, e para alguns, até mesmo como sua obra-prima. 


A Orelha Lascada: (140 páginas) Publicado pela primeira vez no suplemento juvenil belga Le Petit Vingtième, em 1937, e aqui em edição fac-similar em capa-dura, esta aventura do repórter Tintim e seu cão Milu mostra a perseguição aos ladrões de um ídolo roubado em um museu na América do Sul. Ao tomar conhecimento do roubo, Tintim segue as pistas em busca de um furo jornalístico. Ele empreende uma perseguição a contrabandistas que manifestam interesse no artefato e, após sucessivas tentativas de assassinato, vai parar no meio da tribo dos Arumbaias. Fazendo alusões aos acontecimentos de seu tempo, Hergé situa seu personagem num cenário de jogos de poder entre generais, comandantes e contrabandistas de um país em plena revolução.


A Ilha Negra: (136 páginas) Nesta aventura de Tintim e seu fiel cão Milu, publicada pela primeira vez em 1937 no suplemento juvenil do jornal Le Vingtième Siècle, o célebre jornalista belga viaja para a Inglaterra em busca de uma gangue de falsificadores de dinheiro. Sem perceber que sua vida corre risco, Tintim decifra bilhetes codificados, salta sobre trens em movimento e viaja a uma ilha misteriosa para descobrir o grande segredo que ela guarda – e o motivo pelo qual ninguém tem coragem de explorá-la. A história recebeu diferentes versões durante a vida de seu criador, mas é nesta edição fac-similar que o leitor poderá conferir a representação da Inglaterra e dos ingleses no início do século XX que Hergé criou. 

A coleção de fac-símiles das edições originais de Tintim chegou ao país  em 2016, com o lançamento de "Tintim na América", "Tintim no Congo" e "Os Charutos do Faraó". Antes disso, Globo Livros já tinha lançado no Brasil as tirinhas completas de Quick e Flupke em dois volumes.


Curiosidade: é a primeira vez que o álbum "Le Oreille Cassée" é traduzido para o português como "A Orelha Lascada". No Brasil, a obra é conhecida como "O Ídolo Roubado", tanto nos álbuns como na série de televisão. Uma tradução mais fiel seria "A Orelha Quebrada", título que é utilizado na edição portuguesa (em versões estrangeiras a tradução também segue uma linha mais literal). O tradutor da coleção, Érico Assis, explicou que a escolha do novo título tem relação com o fato de o ídolo ter perdido uma lasca de madeira de sua orelha. A decisão gerou controvérsias entre os fãs.
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